UEL 2006

23- “Uma esfera pública não-estatal, conforme rezam todas as
inspirações teóricas que mostram o trânsito tenso para
uma democracia real em um mundo globalizado, tem
todo o direito a se produzir como espaço público ativo
desde que suas práticas e presença tenham uma
interlocução constante com o contexto político da
sociedade e do Estado, o que implica em que sejam
também espaço inovador de circulação de idéias e de
experiências de participação democrática. As instituições
voltadas à filantropia empresarial falham precisamente
neste aspecto: externamente, evitam incorporar-se ao
debate sobre as decisões governamentais, e sua
presença diante do Estado aparece apenas pelo lado
tradicionalíssimo de pressão por seus interesses
econômicos e financeiros, não escondidos em sua
demanda de ser intermediária de recursos públicos.
Internamente, diante de sua clientela específica, o modo
de funcionamento de sua ação social também reproduz
algo muito tradicional: transforma cidadãos designados
como sujeitos de direitos em receptores de favores e
generosidades, e, desse ângulo, a diferença com o velho
modo de se fazer caridade repousa unicamente na
excelência dos programas adotados e no compromisso
de quem os cria.” (PAOLI, M. C. Empresas e
responsabilidade social: os enredamentos da cidadania
no Brasil. In: SOUZA SANTOS, B. (Org.) Democratizar a
Democracia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
p. 413.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre
cidadania e programas sociais das empresas, é
correto afirmar:
a) Os programas sociais das empresas constituem-se
em espaço público ativo, pois, por meio de programas
filantrópicos, usurpam os papéis do Estado.
b) As empresas se engajam em programas de
responsabilidade social visando a consolidar
uma justa distribuição de renda no país.
c) Os programas sociais desenvolvidos pelas
empresas são construídos democraticamente,
pois são elaborados no processo de interlocução
com a sociedade e com o Estado.
d) Ao mesmo tempo que buscam garantir acesso
às benesses do Estado, as empresas
distanciam-se, em seus programas sociais, da
construção de uma cidadania fundada na
participação democrática.
e) O desenvolvimento de programas sociais pelas
empresas, especialmente na última década,
expressou a generosidade como característica
inerente ao povo brasileiro.
resposta: D
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