UEL 2006

37- “No início a ciência quis a morte do mito, como a razão
quis a supressão do irracional, visto como obstáculo a
uma verdadeira compreensão do mundo, dando início
assim a uma guerra interminável contra o pensamento
mítico. Valéry glorificou esta luta destruidora contra as
‘coisas vagas’: ‘Aquilo que deixa de ser, por ser pouco
preciso, é um mito; basta o rigor do olhar e os golpes
múltiplos e convergentes das questões e interrogações
categóricas, armas do espírito ativo, para se ver os
mitos morrerem’. O mito por sua vez trabalha duro para
se manter e, por meio de suas metamorfoses, está
presente em todos os espaços. Do mesmo modo, a
ciência atual busca menos sua erradicação que seu
confinamento. Quando a ciência traça seus próprios
limites, ela reserva ao mito – e ao sonho – o lugar que
lhe é próprio.” (BALANDIER, Georges. A desordem:
elogio do movimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
p.17.)
Com base no texto, é correto afirmar:
a) Pelo fato de ser destituído de significado social, o
mito está ausente dos espaços sociais
contemporâneos.
b) A delimitação da área de atuação do saber
científico implica na constituição de um lugar
próprio para o mito.
c) A morte e o extermínio do mito no ocidente
decorrem da supervalorização e conseqüente
predomínio da razão.
d) Na modernidade, o pensamento mítico é crucial
para a compreensão científica do mundo.
e) O pensamento mítico se disseminou porque se
pauta em conceitos e categorias.
resposta: B
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