ENEM 2015

Q40 (Enem 2015 – azul)  A crescente intelectualização e racionalização não indicam um conhecimento maior e geral das condições sob as quais vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos, poderíamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não há forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar todas as coisas pelo cálculo.

WEBER, M. A ciência como vocação. In: GERTH, H., MILLS, W. (Org.). Max Weber: ensaios de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).

 

Tal como apresentada no texto, a proposição de Max Weber a respeito do processo de desencantamento do mundo evidencia o(a)

a) progresso civilizatório como decorrência da expansão do industrialismo.

b) extinção do pensamento mítico como um desdobramento do capitalismo.

c) emancipação como consequência do processo de racionalização da vida.

d) afastamento de crenças tradicionais como uma característica da modernidade.

e) fim do monoteísmo como condição para a consolidação da ciência.

 

Resposta: D

UEM 2009 – inverno

Questão 14
Utilizando seus conhecimentos sobre o conceito de
“modo de produção”, assinale o que for correto sobre
suas características no capitalismo.
01) Exige que o trabalho humano acompanhe as
constantes transformações do mundo do trabalho,
separando as unidades de concepção das de
produção.
02) Estruturou a divisão da sociedade entre proprietários
dos meios de produção e proprietários da força de
trabalho. Essa diferenciação marcou não só as
relações dentro de ambientes fabris, mas também os
locais de moradia e lazer dos trabalhadores.
04) Organizou a produção de uma forma de
conhecimento científico que propiciou a apropriação
intensa da natureza. Contudo os benefícios gerados
por tal apropriação não alcançaram a sociedade como
um todo.
08) Ao mesmo tempo em que deixou o indivíduo livre
para trocar sua força de trabalho por salário, gerou
um processo de alienação do trabalhador.
16) Procurou o aperfeiçoamento técnico constante, mais
produtividade dos operários e racionalização dos
processos produtivos, com o objetivo de expandir os
lucros e baixar os custos de produção.
 
resposta: 31

UEM 2009 – inverno

Questão 15
Leia o texto a seguir:
“A Sociologia não se limita ao estudo das condições de
existência social dos seres humanos. Todavia, essa
constitui a porção mais fascinante ou importante de seu
objeto e aquela que alimentou a própria preocupação de
aplicar o ponto de vista científico à observação e à
explicação dos fenômenos sociais. Ora, ao se falar do
homem, como objeto de indagações específicas do
pensamento, é impossível fixar, com exatidão, onde tais
indagações se iniciam e quais são os seus limites. Podese,
no máximo, dizer que essas indagações começam a
adquirir consistência científica no mundo moderno,
graças à extensão dos princípios e do método da ciência à
investigação das condições de existência social dos seres
humanos. Sob outros aspectos, já se disse que o homem
sempre foi o principal objeto da curiosidade humana.
Atrás do mito da Religião ou da Filosofia sempre se acha
um agente humano, que se preocupa, fundamental e
primariamente, com questões relativas à origem, à vida e
ao destino de seus semelhantes.” (FERNANDES,
Florestan. A herança intelectual da Sociologia. In:
FORACCHI, Marialice e MARTINS, José de Souza.
Sociologia e Sociedade. Rio de Janeiro: Livros Técnicos
e Científicos, 1977, p.11.)
Pode-se concluir do texto que a Sociologia
01) nasce e se desenvolve procurando compreender a
Idade Média. Os sociólogos utilizaram os recursos
explicativos gerados, sobretudo, pelas doutrinas
religiosas para analisar a organização do mundo.
02) empreende uma reflexão sistemática sobre as
transformações sociais em curso nas sociedades em
que a ciência se tornou uma poderosa ferramenta de
compreensão do mundo.
04) define, ao refletir sobre os conflitos estabelecidos nas
relações entre indivíduo e sociedade, que a função
dos sociólogos é encontrar soluções para esses
conflitos.
08) objetiva construir formas de conhecimento científico
sobre a realidade, estabelecendo teorias e
metodologias que gerem compreensão dos
fenômenos sociais.
16) elabora um estudo organizado do comportamento
humano. Logo, podem ser objetos de estudo dessa
ciência, dentre outros: as formas de exclusão social,
os novos arranjos familiares, os processos de
construção da cidadania e o fenômeno da violência
urbana.
 
resposta: 26

UEM 2008 – inverno

11 – Considerando que a produção e a circulação de bens
e de serviços são o resultado da combinação de
trabalho, matéria-prima e instrumentos de produção,
assinale o que for correto.
 
01) Para Karl Marx, no capitalismo, os
trabalhadores encontram-se alienados pelo fato
de não se apropriarem dos resultados do seu
trabalho nem controlarem o processo produtivo.
02) Na produção capitalista contemporânea, a
ciência e a tecnologia tornaram-se forças
produtivas e agentes de acumulação do capital.
04) As atividades relacionadas às artes e à atividade
intelectual não podem ser consideradas trabalho,
pois não produzem riqueza material.
08) No modo de produção asiático, os escravos e os
camponeses entregavam a sua produção ao
Estado, porém o excedente da produção era
dividido igualmente por toda a população.
16) A partir das mudanças ocorridas em seu
processo de produção, o sistema feudal entrou
em declínio, assim, os países europeus
predominantemente agrários lentamente se
transformaram em urbano-industriais.
 
resposta: 11

UEM 2008 – inverno

20 – “Chamamos de secularização ou laicização do
pensamento o cuidado em se desligar das
justificativas baseadas na religião, que exigem
adesão pela crença, para só aceitar as verdades
resultantes da investigação racional mediante
argumentação” (ARANHA, M. L. e MARTINS, M.
H. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 2004,
p. 106). Para muitos sociólogos, uma das
características básicas do mundo contemporâneo é a
ampliação do processo de secularização a todos os
domínios da vida social. A esse respeito, assinale o
que for correto.
 
01) O declínio acentuado das atividades religiosas
no Brasil contemporâneo, expresso pela redução
do número de fiéis nos vários grupos cristãos,
mostra que este país está vivendo intensamente
o processo de secularização.
02) O desenvolvimento industrial, o avanço das
instituições e dos conhecimentos técnicos e
científicos, as mudanças ocorridas nas
sociedades agrárias tradicionais foram alguns
dos fatores que levaram os sociólogos a
elaborarem o conceito de secularização.
04) Entre as características do processo de
secularização, está a tendência das religiões de
procurarem adaptar suas doutrinas ao mundo
moderno, assimilando integralmente os avanços
do conhecimento científico.
08) O declínio da influência política e da autoridade
intelectual da Igreja Católica na Europa dos
tempos contemporâneos bem como o
fortalecimento das idéias de cidadania e
liberdade de expressão foram fatores que
permitiram o desenvolvimento do processo de
secularização.
16) A perseguição das práticas religiosas em alguns
Estados contemporâneos mostra que o processo
de secularização não impediu a intolerância e a
discriminação.
 
resposta: 26

A ascensão conservadora em São Paulo

Fala da professora Marilena Chaui, no debate A ascensão conservadora em São Paulo, realizado em 28 de agosto de 2012, na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.  Apresenta crítica ao padrão cultural autoritário, comum na sociedade paulistana, seu caráter privatista e reacionário.

8ª Semana de Ciências Sociais da USP

Como uma lei é votada no Congresso?

por Tiago Jokura

1. Câmara dos deputados – Um dos tipos de lei mais simples de serem votados no Brasil é a chamada lei ordinária. Ela começa a nascer quando um texto propondo a lei é encaminhado ou à Câmara dos Deputados ou ao Senado. Aqui a gente inicia a história na Câmara

2. Câmara dos deputados – Quem recebe o texto é a Mesa, formada pelo presidente da Câmara, dois vices e quatro secretários. Eles encaminham o projeto para comissões temáticas. Se ele trata de escolas, por exemplo, é analisado pela Comissão de Educação e Cultura

3. Câmara dos deputados – Cada comissão tem entre 18 e 60 deputados. Nela é preparado um relatório técnico, explicando como vai funcionar a nova lei e os impactos que ela pode provocar. O projeto inicial e o relatório seguem para outras comissões da Câmara

4. Câmara dos deputados – Se a lei envolve mais de um tema – educação e economia, por exemplo -, pode passar por até três comissões temáticas. Depois, ela vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que vê se o texto não contraria a Constituição

5. Câmara dos deputados – Estando tudo certo com o projeto, a CCJ encaminha o texto de volta para a Mesa da Câmara, que em seguida manda divulgá-lo no Diário da Câmara, uma publicação oficial que mantém os deputados informados sobre todas as atividades que rolam na casa

Reprovado – Saída 1 – Lei rejeitada! / Se a lei contrariar a Constituição ou não for aprovada pelas comissões, o projeto acaba aí

6. Câmara dos deputados – Qualquer deputado tem um prazo de cinco sessões para pedir alterações ou o fim do projeto. Pra isso, precisa recolher a assinatura de 52 deputados – 10% da Câmara. Se conseguir, a lei é votada no plenário, por todos os deputados. Se não, ela vai para o Senado

Emendado – Saída 2 Antes do plenário… / Se os deputados que pediram a votação em plenário sugerirem emendas ao projeto, ele volta às comissões para ser reescrito antes de ser votado

7. Câmara dos deputados – A votação em plenário só pode acontecer quando a sessão de trabalho da Câmara tiver pelo menos 257 deputados – 50% + 1 do número total de eleitos. Com esse quórum garantido, a lei segue adiante se a maioria simples dos presentes aprová-la

Reprovado – Saída 3 – Lei rejeitada! / A mesma maioria simples em plenário também pode votar contra a lei, que aí é enterrada

8. Senado – A lei aprovada, direto nas comissões ou pelo plenário, vai então da Mesa da Câmara para a Mesa do Senado. Chegando lá, o projeto é distribuído para uma das comissões temáticas da casa, que irá revisar o texto aprovado na Câmara

9. Senado – As comissões do Senado têm de 17 a 27 membros. Como na Câmara, um projeto que trate de vários temas pode passar por mais de uma comissão temática. O texto final só é liberado por uma CCJ específica do Senado

10. Senado – Depois de passar pelas comissões, o projeto volta para a Mesa do Senado e é discutido em plenário. Dependendo das discussões e da votação, o projeto pode rumar para três caminhos bem diferentes, da “lata do lixo” ao gabinete do presidente da República

Reprovado – Saída 4 – Lei rejeitada! / O Senado pode simplesmente recusar o projeto e arquivá-lo de vez

Emendado – Saída 5 – Um remendo aqui… / Se o Senado sugerir alterações, o texto volta para as comissões da Câmara. Elas discutem as emendas seguindo os passos 4, 5 e 7. O plenário da Câmara aprova ou rejeita as emendas. Depois da votação, o texto vai direto para o presidente da República (passo 11)

11. Presidência – Se nada for mexido pelos senadores, a Mesa do Senado manda a lei para a análise do presidente da República. Ele tem duas opções: aprovar o projeto (passo 12) ou vetá-lo total ou parcialmente (passo 13)

12. Aprovação – Com a aprovação do presidente da República, a nova lei está pronta para entrar em vigor. Ela só precisa ser publicada no Diário Oficial da União para passar a valer em todo o país. Ufa!

13. Congresso – Em caso de veto do presidente, a lei precisa ser discutida pelo Congresso Nacional, que reúne todos os deputados federais e senadores. As Mesas do Senado e da Câmara se revezam na presidência das sessões

14. Congresso – Uma comissão com três deputados e três senadores é criada para analisar o veto presidencial e apresentar um relatório a todo o Congresso. Daí o veto é discutido e votado (com voto secreto) em plenário

15. Rejeitada ou emendada – Se o Congresso não conseguir a maioria absoluta dos votos de deputados (257) e senadores (41), o veto é mantido. Se o veto era para a lei toda, o projeto morre. Se era parcial, as emendas pedidas pelo presidente são feitas pelo Congresso. Depois, a lei volta para o presidente publicá-la como ele queria

16. Aprovação – Se o Congresso conseguir o número de votos necessários, o veto é derrubado e o projeto volta para a Presidência da República. Aí, não tem jeito: mesmo a contragosto, o presidente é obrigado a publicar a nova lei no Diário Oficial da União.

 

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-uma-lei-e-votada-no-congresso

UEL 2009

25) Observe a charge a seguir.
(Disponível em: <http://janosbiro.blogspot.com/2008/06/mtodo-criacionista.html&gt;. Acesso em: 12 set. 2008.)
Com base na charge e nos conhecimentos sobre método científico e método criacionista, é correto afirmar.
a) O método científico apóia-se na demonstração permanente das conexões internas que constituem efetivamente o objeto, buscando distiguir, neste, a aparência da essência.
b) O método científico aspira à construção de verdades absolutas e invariáveis no espaço e no tempo, motivo pelo qual ele resulta, de modo permanente, na construção de leis sociais gerais.
c) O pressuposto empírico orienta, em todas as etapas da pesquisa, a construção do método criacionista de análise da vida social.
d) A superioridade do método científico em relação ao criacionista está em que o primeiro é imune às ideologias e
instrumentalizações políticas.
e) O método criacionista é típico de sociedades menos desenvolvidas economicamente, ao passo que o método científico é característico de organizações sociais industrializadas.

 

resposta: A

UEL 2006

37- “No início a ciência quis a morte do mito, como a razão
quis a supressão do irracional, visto como obstáculo a
uma verdadeira compreensão do mundo, dando início
assim a uma guerra interminável contra o pensamento
mítico. Valéry glorificou esta luta destruidora contra as
‘coisas vagas’: ‘Aquilo que deixa de ser, por ser pouco
preciso, é um mito; basta o rigor do olhar e os golpes
múltiplos e convergentes das questões e interrogações
categóricas, armas do espírito ativo, para se ver os
mitos morrerem’. O mito por sua vez trabalha duro para
se manter e, por meio de suas metamorfoses, está
presente em todos os espaços. Do mesmo modo, a
ciência atual busca menos sua erradicação que seu
confinamento. Quando a ciência traça seus próprios
limites, ela reserva ao mito – e ao sonho – o lugar que
lhe é próprio.” (BALANDIER, Georges. A desordem:
elogio do movimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
p.17.)
Com base no texto, é correto afirmar:
a) Pelo fato de ser destituído de significado social, o
mito está ausente dos espaços sociais
contemporâneos.
b) A delimitação da área de atuação do saber
científico implica na constituição de um lugar
próprio para o mito.
c) A morte e o extermínio do mito no ocidente
decorrem da supervalorização e conseqüente
predomínio da razão.
d) Na modernidade, o pensamento mítico é crucial
para a compreensão científica do mundo.
e) O pensamento mítico se disseminou porque se
pauta em conceitos e categorias.
resposta: B

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