Unicamp 2015

(Unicamp 2015)

Sinto no meu corpo

A dor que angustia

A lei ao meu redor

A lei que eu não queria

 

Estado violência

Estado hipocrisia

A lei que não é minha

A lei que eu não queria

“Estado Violência”, Charles Gavin, em Titãs, Cabeça Dinossauro, WEA, 1989.

A letra dessa música, gravada pelos Titãs,

a) critica a noção de Estado e sua ausência de controle, aspectos comuns ao liberalismo e ao marxismo.

b) constata que o corpo físico e o corpo político se relacionam em sociedades de controle.

c) critica o autoritarismo policial e o modelo de regulação proposto pelo anarquismo.

d) constata que o Estado autoritário, mesmo com boas leis, é sabotado pela figura do policial.

 

Resposta: B

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UEL 2011

25) Leia o texto a seguir.
Em recente debate em torno das denúncias de pedofilia na Igreja Católica, um membro do clero brasileiro
declarou que “a culpa é da sociedade”. De acordo com repercussão na revista Veja, “sociedade”, nestes
termos, é uma abstração destinada a escamotear a verdade – a de que são os indivíduos os responsáveis
por seus delitos.
(Veja, São Paulo, 12 maio 2010, p. 101.)
 
Com base no texto e nas teorias sociológicas clássicas a respeito da relação entre indivíduo e sociedade, é
correto afirmar:
a) Para a concepção materialista da história, a sociedade é um aglomerado de indivíduos, o que impede compreender a vida social em sua totalidade.
b) Para a concepção weberiana, o assunto tratado não é um problema sociológico, haja vista a impossibilidade de
encontrar as relações de sentido nos agentes envolvidos nestas ações.
c) Na concepção durkheimiana, o caminho adequado para se compreender a vida social é priorizar as ações individuais em detrimento das manifestações coletivas.
d) Na perspectiva positivista, a violação de princípios norteadores de uma instituição tende a conduzi-la a um
estado patológico, o que demanda reformas para manter a saúde do corpo social.
e) Na sociedade comunista, indivíduo e sociedade podem viver em paz e harmonia, pois as contradições da vida social desaparecerão.
resposta: D

UEL 2008

32) Leia o texto a seguir:
Uma notável virada na história do casamento teve início na década final do século XX, com a institucionalização oficial do casamento homossexual, ou “parceria”. […] O reconhecimento da homossexualidade como forma legítima de sexualidade foi parte da revolução sexual do ocidente. Ela está agora descriminalizada onde era ainda um delito, e em 1973 foi retirada da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana. Em 1975, a Comissão de Serviços Civis dos EUA retirou sua interdição à contratação de homossexuais. Logo, a discriminação dos homossexuais é que passou a ser considerada um delito. A igualdade em relação à “orientação sexual” esteve nas normas para a nomeação de prefeitos na Holanda na década de 1980, por
exemplo. Grande avanço internacional foi sua inclusão na Constituição Sul-Africana pós-apatheid [em 1996]. […] Entretanto, o que é interessante nesse nosso contexto particular são as reivindicações de gays e lésbicas pelo direito ao casamento e a aceitação parcial de sua exigências. O maior progresso aconteceu no norte da Europa […]. […] as parcerias de mesmo sexo foram inicialmente institucionalizadas na Escandinávia como tantas outras coisas da moderna mudança da família. Desde 1970, as autoridades suecas reconheciam alguns direitos gerais de coabitação dos parceiros do mesmo sexo, reconhecimento sistematizado em 1987 no Ato dos Coabitantes Homossexuais. A primeira legislação nacional sobre parcerias registradas entre casais do mesmo sexo foi aprovada na Dinamarca, em 1989, e serviu de modelo para outros países escandinavos.
Na Holanda, a lei sobre parcerias registradas está em efeito desde 1998, na França desde 1999, abrangendo também relações pessoais solidárias que não apenas homossexuais. […] No Brasil, um projeto de lei do Partido dos Trabalhadores, então na oposição, foi apresentado antes das eleições de 2002, mas não foi ainda votado. O casamento não está desaparecendo. Está mudando.
(THERBORN, G. Sexo e poder: a família no mundo, 1900-2000. São Paulo: Contexto, 2006. p.329-331.)
Os direitos dos homossexuais relatados no texto constituem-se em demandas expostas pelos
a) “clássicos” movimentos operários organizados em vários países desde o século XIX, voltados para os problemas de classes sociais, direitos trabalhistas, participação política e sindical, fortemente impulsionados pelos líderes sindicais.
b) “tradicionais” movimentos religiosos da América Latina e outros países no século XX, voltados pela humanização das relações sociais, direitos humanos, inclusão social e política, fortemente impulsionados pelos líderes eclesiásticos.
c) “recentes” movimentos sociais surgidos em vários continentes na década de 2000, voltados para a manutenção dos direitos civis, fortalecimento do casamento como instituição familiar sólida e eficaz na preservação da estrutura social patriarcal.
d) “modernos” movimentos sociais surgidos em todo o mundo na década de 1930, voltados para a consolidação dos laços de solidariedade, união e civilidade, fortemente impulsionados pelos líderes do sindicalismo corporativo.
e) “novos” movimentos sociais surgidos em vários países a partir dos anos de 1960, voltados para os problemas identitários de grupos, gênero, etnias e políticas do corpo, fortemente impulsionados pelas ativistas feministas.
resposta: E

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