Unesp 2014

(Unesp 2014)  Os reality shows são hoje para a classe mais abastada e intelectualizada da sociedade o que as novelas eram assim que se popularizaram como produto de cultura massificada: sinônimo de mau gosto. Com uma maior aceitação das novelas na esfera dos críticos da mídia, o reality show segue agora como gênero televisivo mundial, transmitido em horário nobre, e principal símbolo da perda de qualidade do conteúdo televisivo na sociedade pós-moderna. Os reality shows personificam as novas formas de identificação dos sujeitos nas sociedades pós-modernas. Programas como o BBB são movidos pelas engrenagens de uma sociedade exibicionista e consumista, que se mantém vendendo ao mesmo tempo a proposta de que cada um pode sair do anonimato e conquistar facilmente fama e dinheiro.

(Sávia Lorena B. C. de Sousa. O reality show como objeto de reflexão cultural. observatoriodaimprensa.com.br)

 

Sobre a relação entre os meios de comunicação de massa e o público consumidor, é correto afirmar que:

a) a qualidade da programação da tv não é condicionada pelas demandas e desejos dos consumidores culturais.

b) o reality show é uma mercadoria cultural relacionada com processos emocionais de seu público.

c) os critérios estéticos independem do nível de autonomia intelectual dos consumidores.

d) no caso dos reality shows, a televisão estimula a capacidade de fruição estética do público consumidor.

e) os programadores priorizam aspectos formativos relegando o entretenimento a uma condição secundária.

 

Resposta: B

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Unesp 2014

(Unesp 2014)  Não somente os tipos das canções de sucesso, os astros, as novelas ressurgem ciclicamente como invariantes fixos, mas o conteúdo específico do espetáculo só varia na aparência. O fracasso temporário do herói, que ele sabe suportar como bom esportista que é; a boa palmada que a namorada recebe da mão forte do astro, são, como todos os detalhes, clichês prontos para serem empregados arbitrariamente aqui e ali e completamente definidos pela finalidade que lhes cabe no esquema. Desde o começo do filme já se sabe como ele termina, quem é recompensado, e, ao escutar a música ligeira, o ouvido treinado é perfeitamente capaz, desde os primeiros compassos, de adivinhar o desenvolvimento do tema e sente-se feliz quando ele tem lugar como previsto. O número médio de palavras é algo em que não se pode mexer. Sua produção é administrada por especialistas, e sua pequena diversidade permite reparti-las facilmente no escritório.

(Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. “A indústria cultural como mistificação das massas”. In: Dialética do esclarecimento, 1947. Adaptado.)

 

O tema abordado pelo texto refere-se

a) ao conteúdo intelectualmente complexo das produções culturais de massa.

b) à hegemonia da cultura americana nos meios de comunicação de massa.

c) ao monopólio da informação e da cultura por ministérios estatais.

d) ao aspecto positivo da democratização da cultura na sociedade de consumo.

e) aos procedimentos de transformação da cultura em meio de entretenimento.

 

Resposta: E

Unesp 2014

(Unesp 2014)  Segundo Franz Boas, as pessoas diferem porque suas culturas diferem. De fato, é assim que deveríamos nos referir a elas: a cultura esquimó ou a cultura judaica, e não a raça esquimó ou a raça judaica. Apesar de toda a ênfase que deu à cultura, Boas não era um relativista que acreditava que todas as culturas eram equivalentes, nem um empirista que acreditava na tábula rasa. Ele considerava a civilização europeia superior às culturas tribais, insistindo apenas em que todos os povos eram capazes de atingi-la. Não negava que devia existir uma natureza humana universal ou que poderia haver diferenças entre as pessoas de um mesmo grupo étnico. O que importava para ele era a ideia de que todos os grupos étnicos são dotados das mesmas capacidades mentais básicas.

(Steven Pinker. Tábula rasa: a negação contemporânea da natureza humana, 2004. Adaptado.)

 

Considerando o texto, é correto afirmar que, de acordo com o antropólogo Franz Boas,

a) os critérios para comparação entre as culturas são inteiramente relativos.

b) a vida em estado de natureza é superior à vida civilizada.

c) as diferenças culturais podem ser avaliadas por critérios universalistas.

d) as diferenças entre as culturas são biologicamente condicionadas.

e) o progresso cultural é uma ilusão etnocêntrica europeia.

 

Resposta: C

Unesp 2016

(Unesp 2016)  Defendo a liberdade de expressão irrestrita, mesmo depois desse trágico evento em que os cartunistas do jornal satírico “Charlie Hebdo” foram mortos, além de outras pessoas em um mercado kosher, em Paris. […] Sou intransigente no que diz respeito à liberdade de expressão de cada um: e sou ainda mais intransigente quando matam em nome de Alá, de Maomé, de Cristo, de comunismo, de nazismo, de fascismo etc. Caricaturar nunca é crime. Caneta e lápis não matam. Exageram, humilham, fazem rir, mas não matam.

(Gerald Thomas. “Quem ri por último ri melhor”. Folha de S.Paulo, 17.01.2015.)

 

O argumento defendido no texto está baseado na

a) valorização do caráter absoluto de todo tipo de simbologia teológica e religiosa.

b) primazia de princípios originalmente burgueses e liberais no campo da cultura.

c) utopia comunista da igualdade econômica e da liberdade de expressão.

d) depreciação do livre-arbítrio, em favor de uma concepção totalitária de mundo.

e) defesa intransigente de restrições para o exercício da autonomia de pensamento.

 

Resposta: B

ENEM 2015

Q39 (Enem 2015 – azul)  Na sociedade contemporânea, onde as relações sociais tendem a reger-se por imagens midiáticas, a imagem de um indivíduo, principalmente na indústria do espetáculo, pode agregar valor econômico na medida de seu incremento técnico: amplitude do espelhamento e da atenção pública. Aparecer é então mais do que ser; o sujeito é famoso porque é falado. Nesse âmbito, a lógica circulatória do mercado, ao mesmo tempo que acena democraticamente para as massas com os supostos “ganhos distributivos” (a informação ilimitada, a quebra das supostas hierarquias culturais), afeta a velha cultura disseminada na esfera pública. A participação nas redes sociais, a obsessão dos selfies, tanto falar e ser falado quanto ser visto são índices do desejo de “espelhamento”.

SODRÉ, M. Disponível em: http://alias.estadao.com.br. Acesso em: 9 fev. 2015 (adaptado).

 

A crítica contida no texto sobre a sociedade contemporânea enfatiza

a) a prática identitária autorreferente.

b) a dinâmica política democratizante.

c) a produção instantânea de notícias.

d) os processos difusores de informações.

e) os mecanismos de convergência tecnológica.

 

Resposta: A

ENEM 2015

Q35 (Enem 2015 – azul)  Quanto ao “choque de civilizações”, é bom lembrar a carta de uma menina americana de sete anos cujo pai era piloto na Guerra do Afeganistão: ela escreveu que – embora amasse muito seu pai – estava pronta a deixá-lo morrer, a sacrificá-lo por seu país. Quando o presidente Bush citou suas palavras, elas foram entendidas como manifestação “normal” de patriotismo americano; vamos conduzir uma experiência mental simples e imaginar uma menina árabe maometana pateticamente lendo para as câmeras as mesmas palavras a respeito do pai que lutava pelo Talibã – não é necessário pensar muito sobre qual teria sido a nossa reação.

ZIZEK. S. Bem-vindo ao deserto do real. São Paulo: Bom Tempo. 2003.

 

A situação imaginária proposta pelo autor explicita o desafio cultural do(a)

a) prática da diplomacia.

b) exercício da alteridade.

c) expansão da democracia.

d) universalização do progresso.

e) conquista da autodeterminação.

 

Resposta: B

ENEM 2013

Q29 (Enem 2013 – azul)  Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza.

“Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).

 

Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo evidencia um processo de

a) exclusão social.

b) imposição religiosa.

c) acomodação política.

d) supressão simbólica.

e) ressignificação cultural.

 

Resposta: E

filme Vista minha pele – 2003

Trata-se de uma paródia da realidade brasileira, para servir de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula. Nessa história invertida, onde os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são, por exemplo, Alemanha e Inglaterra, e os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique.

Maria, é uma menina branca pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudos que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.

Maria quer ser Miss Festa Junina da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a predominância da supremacia racial negra (a mídia só apresenta modelos negros como sinônimo de beleza), a resistência de seus pais, a aversão dos colegas e a dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos.

Vencer ou não o Concurso não é o principal foco do vídeo, mas sim a disposição de Maria em enfrentar essa situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais possibilidades ela tinha de convencer outros de sua chance de vencer.

 

– O filme é patrocinado pelo CEERT Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, uma organização sem fins lucrativos, criada em 1990 com o objetivo de conjugar a produção de conhecimento e programas de intervenção na problemática das desigualdades.

– O filme pretende colaborar com a discussão sobre discriminação no Brasil através de um produto atraente, com linguagem ágil e atores conhecidos do público alvo – adolescentes na faixa de 12 a 16 anos.

fonte: http://cinemahistoriaeducacao.wordpress.com/cinema-e-historia/historia-da-africa/vista-minha-pele/

UEM 2009 – inverno

Questão 02
Em 2008, foi comemorado o centenário da Imigração
Japonesa no Brasil. Considerando esse fato e utilizando
seus conhecimentos sobre a temática da “diversidade
étnica na cultura brasileira”, assinale o que for correto.
 
01) A integração dos japoneses à nova pátria ocorreu sem
resistências de ambos os lados, sendo a convivência
inicial entre brasileiros e japoneses harmoniosa,
independente de suas diferenças culturais.
02) Para os imigrantes japoneses, a chegada na nova terra
representou uma profunda mudança. Por meio de
associações civis, educativas e religiosas, eles
procuram construir uma nova identidade,
combinando a memória do passado com as
experiências do presente.
04) A regra tradicional de casamento intraétnico,
configuração familiar característica dos primeiros
anos de imigração, raramente foi rompida ou
questionada pelas novas gerações, mantendo-se como
uma das principais formas de afirmação da
identidade japonesa.
08) A imigração implicou uma nova construção do
“modo de ser japonês”, processo de construção
identitária que se mantém com as novas gerações e
que pode ser observado nas formas de apropriação e
de consumo de produtos da indústria cultural
japonesa, como os mangás e os animes.
16) Nas décadas de 1980 e 1990, um número
considerável de descendentes de japoneses partiram
para o Japão em busca de empregos. Esse movimento
imigratório enfraqueceu-se no contexto atual.
 
resposta: 26

UEM 2009 – inverno

Questão 06
Leia o fragmento abaixo:
“O príncipe eletrônico pode ser visto como uma das mais
notáveis criaturas da mídia, isto é, da indústria cultural.
Trata-se de uma figura que impregna amplamente a
Política, como teoria e prática. Impregna a atividade e o
imaginário de indivíduos e coletividades, grupos e classes
sociais, nações e nacionalidades, em todo o mundo. Em
diferentes gradações, conforme as peculiaridades
institucionais e culturais da política em cada sociedade, o
príncipe eletrônico influencia, subordina, transforma ou
mesmo apaga partidos políticos, sindicatos, movimentos
sociais, correntes de opinião, legislativo, executivo e
judiciário.” (IANNI, Octávio. O príncipe eletrônico. In:
COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da
sociedade. São Paulo: Moderna, p.296.)
Considerando o texto acima, assinale a(s) alternativa(s)
correta(s).
 
01) Na sociedade contemporânea, as tecnologias de
comunicação tornam-se instrumentos significativos
na condução dos processos políticos e eleitorais.
02) A mídia tem-se constituído como um espaço
extremamente democrático do mundo globalizado,
valorizando a diversidade de posicionamentos
políticos e garantindo a integridade das mais variadas
instituições políticas tradicionais.
04) As concepções de mundo divulgadas pela mídia têm
um forte impacto sobre a vida cotidiana e são
suficientemente poderosas a ponto de influenciar a
organização política de uma nação.
08) As tecnologias de comunicação são utilizadas pelas
grandes corporações mundiais com o objetivo de
fazer que seus projetos sejam aceitos pelos
dominados.
16) A expressão “príncipe eletrônico” está associada à
concepção clássica de política construída por Nicolau
Maquiavel e é utilizada no texto acima como forma
de destacar os processos de enfraquecimento do
poder do Estado Moderno na vida política
contemporânea.
 
resposta: 29

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