ENEM 2016

(Enem 2016)

Texto I

pimenta

 

Texto II 

Metade da nova equipe da NASA é composta por mulheres

Até hoje, cerca de  astronautas americanos já estiveram no espaço, enquanto as mulheres não chegam a ser um terço desse número. Após o anúncio da turma composta  por mulheres, alguns internautas escreveram comentários machistas e desrespeitosos sobre a escolha nas redes sociais.

Disponível em: https://catracalivre.com.br. Acesso em: 10 mar. 2016.

 

A comparação entre o anúncio publicitário de 1968 e a repercussão da notícia de 2016 mostra a

a) elitização da carreira científica.

b) qualificação da atividade doméstica.

c) ambição de indústrias patrocinadoras.

d) manutenção de estereótipos de gênero.

e) equiparação de papéis nas relações familiares.

 

Resposta: D

ENEM 2016

Texto I

Mais de  mil refugiados entraram no território húngaro apenas no primeiro semestre de 2015. Budapeste lançou os “trabalhos preparatórios” para a construção de um muro de quatro metros de altura e  ao longo de sua fronteira com a Sérvia, informou o ministro húngaro das Relações Exteriores. “Uma resposta comum da União Europeia a este desafio da imigração é muito demorada, e a Hungria não pode esperar. Temos que agir”, justificou o ministro.

Disponível em: http://www.portugues.rfi.fr. Acesso em: 19 jun. 2015 (adaptado).

 

Texto II

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) critica as manifestações de xenofobia adotadas pelo governo da Hungria. O país foi invadido por cartazes nos quais o chefe do executivo insta os imigrantes a respeitarem as leis e a não “roubarem” os empregos dos húngaros. Para o ACNUR, a medida é surpreendente, pois a xenofobia costuma ser instigada por pequenos grupos radicais e não pelo próprio governo do país.

Disponível em: http://pt.euronews.com. Acesso em: 19 jun. 2015 (adaptado).

 

O posicionamento governamental citado nos textos é criticado pelo ACNUR por ser considerado um caminho para o(a)

a) alteração do regime político.

b) fragilização da supremacia nacional.

c) expansão dos domínios geográficos.

d) cerceamento da liberdade de expressão.

e) fortalecimento das práticas de discriminação.

 

Resposta: E

UEM 2009 – inverno

Questão 04
Leia o texto a seguir:
“Cada vez mais evidente, a pobreza é estigmatizada, quer
pelo caráter de denúncia da falência da sociedade e do
Estado em relação às suas funções junto à população,
quer pelo contraste com a abundância de produtos, quer
pelo perigo iminente de convulsão social que para ela
aponta. A violência e a agressividade aumentam, criando
um clima de guerra civil nas grandes cidades, onde os
índices de criminalidade são alarmantes. Ao medo e à
insegurança, gerados na população, associa-se o
preconceito e uma atitude de discriminação contra as
camadas pobres da população, as favelas e os centros das
cidades.” (COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à
ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 2005, p.256-
257.)
Considerando o texto acima e os processos de exclusão
social no Brasil, é correto afirmar que
 
01) a estigmatização estabelece distinções sociais entre
grupos considerados dignos e outros associados com
noções de vergonha, desvio e criminalidade.
02) a população pobre é a principal responsável pelo
crescimento da criminalidade nos centros urbanos,
aliando-se a organizações ilegais e exaltando a
“cultura da pobreza” em produções culturais como o
rap ou o hip hop.
04) o apelo ao consumo, feito pelas campanhas
publicitárias veiculadas nos meios de comunicação
de massa, evidencia o contraste entre uma sociedade
construída nas propagandas e a situação de carência e
de exclusão de grande parte da população.
08) a principal causa da pobreza, sobretudo nos centros
urbanos, é a carência psicológica, ou seja, o
sentimento de autodesvalorização das populações
pobres em relação às ricas.
16) é possível identificar, no perfil biológico da
população de uma determinada cidade, as
justificativas para as condições precárias de
sobrevivência de certos grupos sociais.
 
resposta: 05

UEM 2009 – inverno

Questão 11
Considerando os impactos das transformações sociais
sobre o papel das mulheres nas esferas pública e privada,
assinale o que for correto.
 
01) As lutas do movimento feminista garantiram às
mulheres o direito de decidir sobre o uso do próprio
corpo no que se refere à reprodução e à contracepção,
mas não em relação ao aborto, procedimento
considerado crime em diversos países.
02) Uma das ações do movimento feminista foi a de
questionar a heterossexualidade como norma e
possibilitar o reconhecimento de outras
manifestações da sexualidade, como a bissexualidade
e o lesbianismo.
04) Em boa parte do mundo ocidental, as uniões
monogâmicas são uma das marcas da família nuclear,
formada por homem, mulher e filhos. Nesse universo,
a poligamia, união de um homem ou de uma mulher
com mais de um cônjuge, é ilegal, apesar de
existirem registros de sua prática.
08) No Brasil contemporâneo, o fenômeno da violência
urbana tem vitimado mais os homens jovens do que
as mulheres, contribuindo para um desequilíbrio na
pirâmide etária e de gênero.
16) Quando ocupam postos de mando no mercado de
trabalho, as mulheres recebem salários iguais ou
superiores aos dos homens que desempenham as
mesmas funções que elas, pois a desigualdade sexual
é um fenômeno superado.
 
resposta: 15

UEM 2008 – inverno

20 – “Chamamos de secularização ou laicização do
pensamento o cuidado em se desligar das
justificativas baseadas na religião, que exigem
adesão pela crença, para só aceitar as verdades
resultantes da investigação racional mediante
argumentação” (ARANHA, M. L. e MARTINS, M.
H. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 2004,
p. 106). Para muitos sociólogos, uma das
características básicas do mundo contemporâneo é a
ampliação do processo de secularização a todos os
domínios da vida social. A esse respeito, assinale o
que for correto.
 
01) O declínio acentuado das atividades religiosas
no Brasil contemporâneo, expresso pela redução
do número de fiéis nos vários grupos cristãos,
mostra que este país está vivendo intensamente
o processo de secularização.
02) O desenvolvimento industrial, o avanço das
instituições e dos conhecimentos técnicos e
científicos, as mudanças ocorridas nas
sociedades agrárias tradicionais foram alguns
dos fatores que levaram os sociólogos a
elaborarem o conceito de secularização.
04) Entre as características do processo de
secularização, está a tendência das religiões de
procurarem adaptar suas doutrinas ao mundo
moderno, assimilando integralmente os avanços
do conhecimento científico.
08) O declínio da influência política e da autoridade
intelectual da Igreja Católica na Europa dos
tempos contemporâneos bem como o
fortalecimento das idéias de cidadania e
liberdade de expressão foram fatores que
permitiram o desenvolvimento do processo de
secularização.
16) A perseguição das práticas religiosas em alguns
Estados contemporâneos mostra que o processo
de secularização não impediu a intolerância e a
discriminação.
 
resposta: 26

UEL 2008

37) A formação cultural do Brasil tem como eixo central a miscigenação. Autores, como por exemplo Gilberto Freire, destacaram que a mistura de raças/etnias européias, africanas e indígenas configuraram nossos hábitos, valores, hierarquias, estilos de vida, manifestações artísticas, enfim, a maioria das dimensões da nossa vida social, política, econômica e cultural. Entretanto, outros pensadores consideravam-na um aspecto negativo em nossa formação e tentaram ressaltar as origens européias de algumas regiões, como o intelectual paranaense Wilson Martins afirmou:
Assim é o Paraná. Território que, do ponto de vista sociológico, acrescentou ao Brasil uma nova dimensão, a de uma civilização original construída com pedaços de todas as outras. Sem escravidão, sem negro, sem português e sem índio, dir-se-ia que a sua definição não é brasileira. Inimigo dos gestos espetaculares e das expansões temperamentais, despojado de adornos, sua história é a de uma construção modesta e sólida e tão profundamente brasileira que pôde, sem alardes, impor o predomínio de uma idéia nacional a tantas culturas antagônicas. E que pôde, sobretudo, numa experiência magnífica, harmonizá-las entre si, num exemplo de fraternidade humana a que não ascendeu a própria Europa, de onde elas provieram. Assim é o Paraná.
(MARTINS, W. Um Brasil diferente: ensaio sobre fenômenos de aculturação no Paraná. 2. ed. São Paulo: T. A Queiroz, 1989. p. 446.)
O preconceito em relação às origens africanas e indígenas criou uma ambigüidade no processo de autoafirmação dos indivíduos em relação às suas origens. Assinale a alternativa em que a árvore genealógica relatada por um indivíduo evidencia esse sentimento de ambigüidade em relação à formação social brasileira.
a) Meu avô paterno, filho de italianos, casou-se com uma filha de índios do interior de Minas Gerais; meu avô materno, filho de português casado com uma negra, casou-se com uma filha de portugueses. Apesar de saber que sou fruto de uma mistura, dependendo do lugar em que estou, destaco uma dessas descendências: na maioria das vezes, digo que descendo de portugueses e/ou de italianos; raramente digo que descendo de negros e índios, quando o faço é porque terei alguma vantagem.
b) Meu avô paterno, filho de negros, casou-se com uma filha de índios do Paraná; meu avô materno, filho de português casado com uma espanhola, casou-se com uma filha de italianos. Sempre destaco que sou brasileiro acima de tudo, pois descendo de negros, índios e europeus. Essa afirmação ajuda-me a obter vantagens em diferentes lugares, pois a identidade brasileira tem sido assumida com clareza pelo estado e pelo povo ao longo da história.
c) Meus avós maternos são filhos de italianos e os avós paternos são filhos de imigrantes alemães. Eu casei com uma negra, mas meus filhos serão, predominantemente, brancos. Tenho orgulho dessa descendência que é predominante nas diferentes regiões do Brasil. Costumo destacar que o Brasil é diferente, é branco e negro e eu descendo de famílias italianas e alemãs, assim como meu filho. Esse traço cultural revela a grandeza do país e a firmeza de nossa identidade cultural.
d) Meu avô paterno, filho de índios do Paraná, casou-se com uma filha de índios do Rio Grande Sul; meu avô materno, filho de negros, casou-se com uma filha de negros. Gosto de afirmar que sou brasileiro, pois índios, portugueses e negros formam nossa identidade nacional.
e) Meu avô paterno, filho de poloneses, casou-se com uma filha de índios do Paraná; meu avô materno, filho de ucranianos, casou-se com uma filha de poloneses. Como sou paranaense, costumo destacar que o Paraná tem miscigenação semelhante as das outras regiões do Brasil: aqui temos índios, europeus e negros.
resposta: A

UEL 2008

25) Leia o texto a seguir:
[…] Em toda parte renasce e se revigora o mau-olhado, a política do julgamento adverso à primeira vista, por meio da qual os países ricos se defendem contra aqueles que procedem de países que entraram no índex político da seleção natural: virtude humana é o dinheiro, uma virtude detergente que branqueia quem vem do mundo subdesenvolvido. Na verdade, o migrante entra no país de destino pela porta de saída, modo de permitir-lhe permanecer como se estivesse todo o tempo da permanência a caminho da saída, algo que concretamente ocorre com os muitos que na Alemanha ou nos Estados Unidos aguardam na prisão a deportação. […] Estamos em face de uma multiplicação de recursos ideológicos para barrar a entrada de migrantes nos países de destino. Até 11 de setembro [de 2001] funcionava o estereótipo de traficante (uma cara de índio latino-americano era perfeita para barrar passageiros no desembarque) e o estereótipo de desempregado (a condição de jovem tem sido perfeita para discriminar) ou o estereótipo de prostituta (jovem e mulher vinda do Terceiro Mundo), e terrorista (cara de árabe ou barbudo ou mesmo bigode à moda
do Oriente-médio). Agora, estamos vivendo o momento mais interessante de reelaboração dos estereótipos, com o predomínio do temor ao terrorista sobre os estereótipos usados até aqui. Registros e denúncias dos últimos meses indicam que o novo estereótipo abrange também pessoas com aparência de ricas […]. […] De fato, os aeroportos internacionais dos países ricos tornaram-se o teatro do medo e da intimidação. […] O critério da discriminação visual do migrante nem mesmo pode detectar sua principal motivação para migrar que é hoje o trabalho. […] Os agentes do mau olhado portuário e aeroportuário não podem ver esse conteúdo substancialmente específico da migração por um motivo simples: os migrantes são pessoas que em boa parte já foram socializadas no mesmo registro sociológico daqueles que devem e esperam barrá-los. São expressões da sociedade moderna que se difundem através da globalização. As medidas de segurança nacional voltadas para a interdição do acesso de migrantes aos países ricos são o corolário da globalização
em seus efeitos não só econômicos, mas também culturais e sociais.
(MARTINS, J. de S. Segurança nacional e insegurança trabalhista: os migrantes na encruzilhada. In: Caderno de Direito – FESO, Teresópolis, ano V, n. 7, 2 semestre 2004, p. 113-127.)

 

De acordo com o texto, é correto afirmar que depois do 11 de setembro de 2001
a) a globalização continuou ampliando as fronteiras entre os povos ricos e pobres, diversificando os processos de migrações.
b) os processos de migrações puderam ser harmonizados em função da desburocratização nos aeroportos dos países ricos.
c) os mecanismos de segurança, nas fronteiras dos países ricos, foram amenizados como tática para detectar os terroristas e impedir suas ações.
d) a entrada de pessoas ricas nos países ricos, oriundas dos países pobres, tem sido facilitada como estratégia de atração de divisas de capital.
e) os estereótipos e as formas de discriminação foram ampliados no processo de migração de pessoas dos países pobres para os países ricos.
resposta: E

UEL 2004

36- Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi implantado, no exame vestibular, o sistema de cotas raciais, que desencadeou uma série de discussões sobre a validade de tal medida, bem como sobre a existência ou não do racismo no Brasil, tema que permanece como uma das grandes questões das Ciências Sociais no país. Roger Bastide e Florestan Fernandes, escrevendo sobre a escravidão, revelam traços essenciais do racismo à brasileira, observando que: “Negro equivalia a indivíduo privado de autonomia e liberdade; escravo correspondia (em particular do século XVIII em diante) a indivíduo de cor. Daí a dupla proibição, que pesava sobre o negro e o mulato: o acesso a papéis sociais que pressupunham regalias e direitos lhes era simultaneamente vedado pela ‘condição social’ e pela ‘cor’.” (BASTIDE, R.; FERNANDES, F. Brancos e negros em São Paulo. 2.ed. São Paulo: Nacional, 1959. p. 113- 114.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a questão racial no Brasil, é correto afirmar:
a) O racismo é produto de ações sociais isoladas desconectadas dos conflitos ocorridos entre os grupos étnicos.
b) A escravatura amena e a democracia nas relações étnicas levaram à elaboração de um ‘racismo brando’.
c) As oportunidades sociais estão abertas a todos que se esforçam e independem da ‘cor’ do indivíduo.
d) Nas relações sociais a ‘cor’ da pessoa é tomada como símbolo da posição social.
e) O comportamento racista vai deixando de existir, paulatinamente, a partir da abolição dos escravos.
resposta: D

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