A Servidão Moderna | Completo DUBLADO Português Brasil | HD

A servidão moderna, de Jean-François Brient e Victor León Fuentes, é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.
 
O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente.
 
 

UEM 2009 – inverno

Questão 20
Leia o seguinte texto:
“Muitos trabalham ilegalmente nas oficinas de costura no
centro da cidade ou em atividades ligadas ao comércio.
Geralmente as jornadas de trabalho são de até 12 horas e,
lógico, estão completamente desprovidos do acesso à
saúde e educação. São, na maioria, homens, na faixa
etária de 20 a 40 anos, sem qualificação profissional, que
enfrentam uma longa viagem de ônibus em busca de uma
vida melhor. As principais portas de entrada são a
fronteira brasileira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no
Estado do Paraná e a fronteira da Bolívia com o Brasil,
em Corumbá, Estado do Mato Grosso do Sul. A
intermediação da imigração ilegal é feita por
agenciadores de mão-de-obra que cobram cerca de 400
dólares para facilitar a entrada e a colocação destes
imigrantes no mercado de trabalho.” (Revista Sociologia,
ano I, no.6, p. 66.)
A respeito do trecho acima e do tema por ele tratado,
assinale o que for correto.
01) Devido às dificuldades na travessia da fronteira
norte-americana, os mexicanos buscam o Brasil
como forma de oficializar seu movimento imigratório
e ingressar legalmente nos países de economias
desenvolvidas, como Portugal ou Canadá.
02) O elemento mediador da imigração moderna é o
trabalho. Por meio dele, produz-se o processo de
inserção ou de exclusão social e justifica-se a
presença na sociedade receptora e a ausência na
sociedade de origem.
04) O Brasil recebe atualmente um número significativo
de imigrantes oriundos de outros países da América
Latina, principalmente bolivianos e paraguaios, que,
ao ingressarem ilegalmente no país, passam a viver
em condições precárias de trabalho e de habitação.
08) No Brasil, historicamente, os movimentos de
imigração de populações têm sido essenciais no
suprimento da demanda de mão-de-obra empregada
em diferentes ramos das atividades produtivas.
16) As estruturas sociais da sociedade capitalista tendem
a se reproduzir na atividade imigratória
intrarregional. Assim, o grau de inserção social do
imigrante latino-americano está intimamente ligado à
sua condição de classe e escolarização.
 
resposta: 30

UEM 2008 – verão

Questão 15
Sobre a formação das classes sociais no Brasil, no
período de transição do trabalho escravo para o livre,
assinale o que for correto.
 
01) A produção do café para exportação contou com o
emprego de uma mão-de-obra livre, a dos colonos,
mas não necessariamente assalariada.
02) A expansão da cafeicultura estimulou o crescimento
de cidades como São Paulo, que demandavam
alimentos ofertados, principalmente, pelas lavouras
dos colonos, trabalhadores livres que,
paulatinamente, substituíram o trabalho escravo.
04) Durante o período em que vigorou a escravidão, o
mercado consumidor de produtos localmente
manufaturados era grande, tornando possível
identificar uma produção industrial intensa e,
portanto, uma classe operária constituída.
08) Nos cafezais em formação, o colono tinha permissão
para cultivar alimentos entre os pés de café, sendo
essa prática uma das principais características do
regime de colonato, um estágio tido como transitório
pelo colono e por sua família.
16) A construção acelerada das estradas de ferro nas
últimas décadas do século XIX, a elevação de tarifas
aduaneiras e a substituição do trabalho escravo pelo
trabalho livre foram medidas que inviabilizaram um
modelo de desenvolvimento econômico que
conduziria à consolidação de duas classes sociais no
Brasil: a burguesia e o proletariado.
 
resposta: 11

Longo caminho pela frente

Por Beatriz Mendes

Ser revistado pela polícia durante um passeio ou na volta para casa é situação rotineira para os estudantes da Faculdade Zumbi dos Palmares. A instituição paulistana é especializada na inclusão de afrodescendentes no ensino superior: 90% dos alunos matriculados são negros e (não) acham graça quando questionados sobre as batidas policiais. “Você está se referindo ao número de vezes só hoje, não é?”, brincam. Eles têm de conviver com o preconceito que ainda persiste na sociedade brasileira, apesar de o País ter abolido a escravidão há mais de 120 anos.

Apesar dos avanços da última década, os principais postos no Brasil ainda não são ocupados pela população negra

Mas o racismo não se limita às investidas dos oficiais. Ele está comprovado nos índices de pobreza, nas taxas de escolaridade, de analfabetismo e de longevidade. Na última década, muitos avanços no combate à desigualdade racial ocorreram no Brasil. Entretanto, eles ainda não são suficientes para superar os boicotes enfrentados pelos negros na História do Brasil. É o que afirma  Ricardo Paes de Barros, subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Segundo ele, a população negra foi a grande protagonista da ascensão da nova classe média brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Data Popular em dezembro do ano passado apontou um aumento de negros na classe C – de 34%, em 2004, para 45% em 2009. Eles movimentam 673 bilhões de reais por ano, mas ainda não têm pleno acesso a oportunidades do topo da distribuição de renda. “Um exemplo disso é a venda de celulares. Hoje em dia o número de aparelhos vendidos para os negros é equivalente à média brasileira, mas o acesso à internet ainda é um privilégio dos brancos”, declara.

Para o subsecretário, as estatísticas mostram que o Brasil criou um colchão, uma base para melhorar a qualidade de vida dos negros, mas as políticas públicas na outra ponta da pirâmide social foram deixadas de lado. “Atualmente a pobreza é bicolor, mas os principais cargos e empregos ainda pertencem à população branca.”

Ele exemplifica dizendo que os negros são apenas 20% do total de pessoas que ganham mais de dez salários mínimos. Esta mesma porcentagem representa a população negra no total de brasileiros que fazem pós-graduação. “Portanto, nesses postos mais desejados, a diferença entre brancos e negros foi preservada no sentido de desigualdade. Falhamos em identificar os talentos negros do Brasil”, conclui.

A saída para reverter esse quadro, segundo ele, é a adoção de medidas afirmativas para o topo dos bens e serviços. “Nós temos que incentivar as políticas meritocraticamente, arejando as classes altas com pessoas que merecem ocupar os bons cargos. Adotar uma política de ‘caça-talentos’ desde cedo, nas escolas e em outras instituições de ensino”, reflete.

Mário Lisboa Theodoro, secretário executivo da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, adianta que o governo federal já está trabalhando nesse sentido. Ele diz que em abril deve ser lançado o Programa Nacional de Ações Afirmativas. A medida será o cumprimento do Estatuto de Igualdade Social e vai englobar três grandes áreas: trabalho, educação e de comunicação/cultura. “Estamos montando esse programa, ele será pactuado com oito ministérios e deve ser levado à presidenta da República até o início de abril”.

Observatório da População Negra

As secretarias de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e a Especial de Promoção da Igualdade Racial, em parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, lançaram na quarta-feira 21 o Observatório da População Negra, primeiro banco de dados nacional sobre os afrodescendentes no Brasil.

O Observatório vai reunir informações sobre mercado de trabalho, distribuição de renda, demografia, habitação, estrutura familiar e educação. “É o maior banco de dados sobre negros no Brasil. Hoje ele se inicia com 50 mil informações, dos últimos 20 anos, e com perspectivas socioeconômicas que abrangem habitação, políticas públicas e mercado de trabalho, entre outros”, explicou José Vicente, reitor da Zumbi dos Palmares.

Eliane Barbosa da Conceição, professora da faculdade e uma das pesquisadoras do Observatório, diz que a intenção é revelar valores que explicitem as desigualdades, indicando quais as melhores políticas a serem adotadas em cada região do País.

O Observatório pode ser acessado no link  www.observatoriodonegro.org.br

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/longo-caminho-pela-frente/

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