ENEM 2016

(Enem 2016)

Texto I

pimenta

 

Texto II 

Metade da nova equipe da NASA é composta por mulheres

Até hoje, cerca de  astronautas americanos já estiveram no espaço, enquanto as mulheres não chegam a ser um terço desse número. Após o anúncio da turma composta  por mulheres, alguns internautas escreveram comentários machistas e desrespeitosos sobre a escolha nas redes sociais.

Disponível em: https://catracalivre.com.br. Acesso em: 10 mar. 2016.

 

A comparação entre o anúncio publicitário de 1968 e a repercussão da notícia de 2016 mostra a

a) elitização da carreira científica.

b) qualificação da atividade doméstica.

c) ambição de indústrias patrocinadoras.

d) manutenção de estereótipos de gênero.

e) equiparação de papéis nas relações familiares.

 

Resposta: D

ENEM 2017

(Enem 2017)  A participação da mulher no processo de decisão política ainda é extremamente limitada em praticamente todos os países, independentemente do regime econômico e social e da estrutura institucional vigente em cada um deles. É fato público e notório, além de empiricamente comprovado, que as mulheres estão em geral sub-representadas nos órgãos do poder, pois a proporção não corresponde jamais ao peso relativo dessa parte da população.

TABAK, F. Mulheres públicas: participação política e poder. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2002.

 

No âmbito do Poder Legislativo brasileiro, a tentativa de reverter esse quadro de sub-representação tem envolvido a implementação, pelo Estado, de

a) leis de combate à violência doméstica.

b) cotas de gênero nas candidaturas partidárias.

c) programas de mobilização política nas escolas.

d) propagandas de incentivo ao voto consciente.

e) apoio financeiro às lideranças femininas.

 

Resposta:  B

Unesp 2015

(Unesp 2015)  A decisão de uma prefeitura nos arredores de Paris de distribuir mochilas escolares azuis para os meninos e rosa para meninas provocou polêmica na França. Nas bolsas distribuídas pela prefeitura de Puteaux, há também um kit para construir robôs, para os meninos, e miçangas para fazer bijuterias, para as meninas. A distinção causou polêmica no momento em que o governo implementa na rede educacional um programa para promover a igualdade entre homens e mulheres e lutar contra os estereótipos.

(“Distribuição de mochilas escolares azuis e rosas causa polêmica na França”. http://www.bbc.co.uk. Adaptado.)

 

A polêmica citada pela reportagem envolve pressupostos sobre a sexualidade que podem ser definidos pela oposição entre fatores

a) comunitários e individuais.

b) metafísicos e empiristas.

c) teológicos e materiais.

d) antropocêntricos e teocêntricos.

e) biológicos e sociais.

 

Resposta: E

ENEM 2015

Q42 (Enem 2015 – azul)  Ninguém nasce mulher; torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.

BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

 

Na década de 1960, a proposição de Simone de Beauvoir contribuiu para estruturar um movimento social que teve como marca o(a)

a) ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência sexual.

b) pressão do Poder Legislativo para impedir a dupla jornada de trabalho.

c) organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero.

d) oposição de grupos religiosos para impedir os casamentos homoafetivos.

e) estabelecimento de políticas governamentais para promover ações afirmativas.

 

Resposta: C

UEM 2008 – verão

UEM 2008 – verão
Questão 01
Considere o seguinte texto:
“A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e
Urbano (CDHU) reviu o conceito de família e, agora,
passa a conceder financiamento para casais
homossexuais, solitários com mais de 25 anos, famílias
mononucleares (pais e mães solteiros) e anaparentais,
como avós e netos, tios e sobrinhos, irmãos ou primos,
além de uniões baseadas não no parentesco, mas na
ligação afetiva. Até então, a CDHU só aceitava como
beneficiários de seus programas homens e mulheres
casados ou registrados em uma união estável.” (Jornal O
Estado de São Paulo, Caderno Cidades, 09/08/2008).
Assinale o que for correto sobre esse trecho de
reportagem e o tema do qual ele trata.
 
01) As informações da reportagem autorizam afirmar que
a instituição familiar diminuiu sua importância nas
sociedades contemporâneas.
02) As mudanças descritas na reportagem mostram que,
diferentemente do que afirmam muitas teorias
sociológicas, a família deixou de ser a primeira
instituição à qual os indivíduos pertencem.
04) A reportagem sobre os novos critérios utilizados pela
CDHU para financiar moradias é reveladora do
quanto as regras que autorizam ou proíbem
determinados tipos de uniões familiares variam no
espaço e no tempo.
08) Os novos conceitos de família utilizados pela CDHU
permitem concluir que a função reprodutiva está
deixando de caracterizar, centralmente, a instituição
familiar.
16) Podemos concluir da reportagem que as
transformações pelas quais a sociedade vem passando
forçam o Estado, muitas vezes, a rever seus critérios
de distribuição de recursos públicos e de acesso a
serviços.
 
resposta: 28

UEM 2008 – verão

Questão 04
Saffioti afirma que “A identidade social da mulher, assim
como a do homem, é construída através da atribuição de
distintos papéis, que a sociedade espera ver cumpridos
pelas diferentes categorias de sexo. A sociedade delimita,
com bastante precisão, os campos em que pode operar a
mulher, da mesma forma como escolhe os terrenos em
que pode atuar o homem.” (SAFFIOTI, Heleieth. O
poder do Macho. São Paulo: Moderna, 1987, p.8).
Tendo como referência o texto e seus conhecimentos
sobre a temática de “gênero”, assinale o que for correto.
 
01) Tradicionalmente, as sociedades ocidentais modernas
destinaram às mulheres a tarefa de socializar os
filhos. Contudo, ao longo do tempo, surgiram “novos
arranjos familiares”, pois a família é uma instituição
marcada pelo dinamismo.
02) A atribuição do espaço doméstico à mulher decorre
de sua capacidade natural para realização dos
afazeres de casa e da socialização dos filhos.
04) A educação exerce papel central na constituição das
identidades sociais de homens e de mulheres.
08) A definição de distintos papéis sociais para homens e
mulheres torna legítima, para as diferentes categorias
de sexo, a suposta superioridade dos homens.
16) A inferioridade feminina é exclusivamente social,
sendo que o fenômeno da subordinação da mulher ao
homem atravessa todas as classes sociais.
 
resposta: 21

Conservadorismo e fundamentalismos no Congresso Nacional: o AI-5 “Pró-vida”

Nas últimas legislaturas, as forças autoritárias do Congresso, representadas na bancada religiosa conservadora, tentaram reaparecer sob novas formas que lembram as fogueiras da Inquisição. Tal grupo procura, sob o manto de ferramentas democráticas, instaurar e intensificar uma nova onda de perseguição às mulheres.

por Juliano Alessander

Sabe-se que historicamente o autoritarismo, o conservadorismo e o fundamentalismo religioso têm se aliado para perseguir e reprimir movimentos sociais, especialmente quando se trata da luta feminista organizada em prol dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil e na América Latina. É por meio dessa perigosa articulação – intensificada por um sistema político e eleitoral excludente – que tais forças retrógradas atuam no Congresso Nacional brasileiro.

Nas últimas semanas, parlamentares da bancada religiosa apresentaram requerimentos de informações ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Políticas para as Mulheres sobre os recursos disponibilizados “destinados a várias organizações não governamentais, muitas das quais dedicadas à promoção da legalização do aborto e seu reconhecimento como direito”. Apelando para legislações que viriam a beneficiar justamente a luta por transparência e democracia (como a Lei de Acesso à Informação), buscam fazer retroceder direitos consagrados constitucionalmente.

Ao mesmo tempo, circula um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para “investigar a existência de interesses e financiamentos internacionais para promover a legalização do aborto no Brasil”. Por sua polêmica e complexidade, o tema da ilegalidade do aborto no Brasil merece um debate sério e aprofundado. No entanto, tal não é o objetivo exposto no requerimento de criação da CPI. Segundo esse requerimento, a presença dessas “organizações” financiadas pelo capital estrangeiro para legalizar o aborto no Brasil seria uma “afronta à soberania nacional”, além de crime.

É preciso informar, antes de tudo, que financiar projetos para alterar a legislação que criminaliza o aborto no Brasil não é crime. Nenhuma lei penal brasileira prevê essa aberração. É preciso recordar também que nenhum parlamentar antidireitos das mulheres levantou a “bandeira nacional” quando o Vaticano impôs que o Brasil assinasse um acordo que, desrespeitando os trâmites regimentais para a ratificação de acordos, foi aprovado em tempo recorde, sem debate com a sociedade e sem chance de ser emendado. O acordo Brasil-Vaticano legitimou os privilégios da Igreja Católica no país – especialmente no tocante aos direitos de propriedade e ao ensino religioso nas escolas públicas –, violando o princípio da laicidade do Estado.

Da mesma forma, para conseguirem informações do governo federal sobre as “temidas” organizações e sobre projetos que pretendem “legalizar o aborto no Brasil”, apelaram para a Lei de Acesso à Informação, com o objetivo de investigar com poder de polícia que tipo de apoio organizações feministas estão recebendo para lutar contra a criminalização do aborto. Assim, tal CPI tem intuito policialesco, invasivo e discriminatório contra as mulheres e as organizações que defendem a legalização do aborto no país, representando um verdadeiro atentado aos direitos humanos e à democracia.

Essa nova iniciativa dos grupos conservadores segue na contramão da luta por alterações na legislação e pela conquista de direitos. Sabe-se que o Código Penal inicialmente não deveria servir para controlar a população. Sua origem está, justamente, nas tentativas de controlar o poder punitivo do Estado, que já sentenciou centenas de milhares sem mesmo um inquérito penal. Nesse sentido, a máscara conservadora cai por terra. Ela pretende impedir que mulheres se organizem para lutar contra uma legislação conservadora, que lhes impõe uma jornada medieval no tribunal do júri e muitas vezes as leva à morte. Querem investigar o movimento de mulheres com poder de repressão. É o AI-5 “pró-vida”.

Uma luta democrática

Lutar por mudanças na legislação não pode ser crime. O debate político sobre um crime não pode ser jogado nos artigos de delitos penais, sob pena de se instaurar um novo regime ditatorial. A luta pela alteração de legislações retrógadas faz parte do próprio desenvolvimento do sistema democrático. Se assim não fosse, não haveria necessidade do parlamento. E Estado sem parlamento é típico de regimes autoritários, de forma que a luta pela legalização do aborto é uma luta, acima de tudo, democrática. Nesse sentido, está longe de ser fundamento para a criação e instalação de uma CPI.

Na contramão da luta por direitos, a própria bancada religiosa conservadora tem apresentado inúmeras proposições legislativas que visam retroceder ainda mais a legislação. Desde a Constituinte, contabilizamos mais de cem propostas que visam limitar o acesso a métodos contraceptivos, transformar a interrupção da gravidez em crime hediondo, aumentar a punição às mulheres que recorrerem ao aborto, colocando em risco a saúde de milhares delas por todo o país. Isso revela, mais uma vez, a falácia dos argumentos expostos no requerimento para a instalação de uma nova CPI do aborto.

Essa é apenas uma parte da ideologia conservadora atuante no Congresso. Seus representantes estão insatisfeitos com o devido processo legal, o duplo grau de jurisdição, o contraditório, o Estado laico e a luta pela liberdade das mulheres. Rejeitam, na verdade, a própria democracia.

Juliano Alessander

Advogado e consultor do Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria); e Kauara Rodriguesé cientista política e assessora técnica do Cfemea

05 de Novembro de 2012

http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1304

UEL 2011

31) Leia o texto a seguir, que remete ao debate sobre questões de gênero.
A violência contra a mulher acontece cotidianamente e nem sempre ganha destaque na imprensa, afirmou a
ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire […]. “Quando surgem casos, principalmente
com pessoas famosas, que chegam aos jornais, é que a sociedade efetivamente se dá conta de que aquilo
acontece cotidianamente e não sai nos jornais. As mulheres são violentadas, são subjugadas cotidianamente
[…]”, afirmou a ministra. […] “Eliza morreu porque contrariou um homem que achou que lhe deveria impor um
castigo. Ela morreu como morrem tantas outras quando rompem relacionamentos violentos”, disse a ministra.
(VIOLÊNCIA contra as mulheres é diária, diz ministra, Agência Brasil, Brasília, 11 jul. 2010.)
 
Com base no texto e nos conhecimentos socioantropológicos sobre o tema, é correto afirmar:
a) Questões de gênero são definidas a partir da classe social, razão pela qual são mais presentes nas camadas populares do que entre as elites.
b) As identidades sociais masculina e feminina são configuradas a partir de características biológicas imutáveis presentes em cada um.
c) As diferenças de gênero são determinadas no terreno econômico, daí o fato de serem produto da sociedade capitalista.
d) As experiências socialistas do século XX demonstram que nelas as questões de gênero são resolvidas de modo a estabelecer a igualdade real entre homens e mulheres.
e) As relações de gênero são construídas socialmente e favorecem, nas condições históricas atuais, a dominação
masculina.

 

resposta: E

Discurso de Dilma na 66ª Assembleia Geral da ONU

“Senhoras e senhores,

É com grande alegria que participo, na condição de copresidenta, do lançamento oficial da Parceria para o Governo Aberto. Trata-se de um importante instrumento para o fortalecimento das nossas democracias. Congratulo-me com o presidente Obama por haver levantado esse tema, de forma muito oportuna, na última reunião da Assembleia Geral da ONU.

O uso das redes digitais é essencial para a promoção de governos mais transparentes e acessíveis aos cidadãos, para a melhoria dos serviços públicos de Educação, Saúde, Segurança e Meio Ambiente. Essas redes são um importante instrumento para o nosso objetivo de fortalecimento da Democracia.

O meu país, o Brasil, endossa a Declaração de Princípios sobre o Governo Aberto e apresenta também seu plano de ação nacional. Avançamos muito em nosso compromisso com a transparência, a qualidade e a abertura da gestão pública. A ideia do Governo Aberto no Brasil está associada à redemocratização do país nos anos 70.

Não se trata apenas de permitir o acesso individual à execução do orçamento do Estado ou o acompanhamento da lisura e da racionalidade da ação dos agentes públicos. Trata-se também de assegurar a prestação de contas, a fiscalização e a participação dos cidadãos, criando uma relação de mão dupla permanente entre o governo e a sociedade.

Nos últimos anos, ampliou-se o espaço de diálogo na gestão da Coisa Pública no Brasil, graças à implantação da consulta participativa. Desde 2003, o governo brasileiro realizou 70 conferências nacionais temáticas, nas mais diversas áreas, envolvendo interação com cinco milhões de pessoas, em cinco mil municípios. Evidentemente, a grande mudança social hoje vivida por meu país não seria possível sem o engajamento da própria sociedade brasileira.

Recorremos às consultas públicas para a preparação de planos e programas de governo, entre os quais o Plano Plurianual 2012/2015 e as propostas brasileiras para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20, que o Brasil terá a honra de sediar.

Encontra-se em discussão no Congresso Nacional um projeto de lei destinado a regulamentar o acesso às informações públicas, com regras transparentes e prazos menores para o sigilo de documentos.

Graças ao elevado grau de transparência em que se opera, é possível identificar e corrigir, com eficiência cada vez maior, os problemas de gestão, quando ocorrem. Contamos com o Ministério Público… Contamos com um Ministério, a Controladoria-Geral da União, dedicado a promover a transparência e a prevenir e combater a corrupção. Temos ainda a atuação autônoma da Procuradoria-Geral da República e da Inteligência da Polícia Federal. Conta-se também com a posição vigilante da imprensa brasileira, não submetida a qualquer constrangimento governamental. As ações do governo nessa matéria são firmes e permanentes.

Fui muito clara desde o discurso de posse, em janeiro, quando afirmei que meu governo não terá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito.

Senhoras e senhores,

A internet e as redes sociais vêm desempenhando um papel cada vez mais importante para a mobilização cívica na vida política. Vimos o poder dessas ferramentas no despertar democrático dos países do norte da África e do Oriente Médio sacudidos pela primavera árabe. Para colocar a tecnologia a serviço da transformação social, o Brasil está aperfeiçoando as ferramentas de governo eletrônico, difundindo o uso de padrões abertos e interoperáveis, e desenvolvendo uma infraestrutura nacional de dados abertos.

Inovamos na utilização de plataformas digitais colaborativas para a elaboração de projetos de lei. O nosso Portal da Transparência é hoje o símbolo dos avanços brasileiros na relação do governo com a cidadania. Por seu intermédio divulgamos na internet diariamente todos os gastos do governo. O próximo passo será disponibilizar essas informações como dados abertos, permitindo seu livre uso em diferentes análises e cruzamentos.

Estamos implementando, como um dos projetos prioritários do meu governo, o Programa Nacional de Banda Larga, que solucionará o principal gargalo da inclusão digital e do governo aberto, a insuficiência e o alto custo do acesso à internet. Com isso, o governo aberto no Brasil vai se colocar ao alcance de todos os segmentos sociais no amplo território nacional do país.

Senhoras e senhores,

O governo aberto não é apenas transparência e combate à corrupção. É cidadania, participação popular e melhor prestação de serviços públicos, que colocam a inovação a serviço dessas políticas de Educação, de Saúde e de Segurança. Trata-se, portanto, de um projeto de modernização democrática para o século XXI, e o meu país tem muito interesse pelo tema e acredito que temos como contribuir.

Com muita satisfação, confirmo e convido a todos porque o Brasil será sede do próximo encontro da parceria com o governo aberto em março de 2012. Estou certa de que, até lá, teremos mais países e atores engajados na iniciativa, prestando a sua valiosa colaboração.

Muito obrigada.”

UEL 2006

21- “Em geral, o feminismo veio demonstrar que a opressão
tem muitas faces, uma das quais é a opressão das
mulheres por via da discriminação sexual. Ao privilegiar a
opressão de classe, o marxismo secundarizou e, no fundo,
ocultou a opressão sexual e, nessa medida, o seu projeto
emancipatório ficou irremediavelmente truncado. […] Se
para as feministas marxistas, a primazia explicativa das
classes é admissível desde que seja articulada com o
poder e a política sexual, para a maioria das correntes
feministas não é possível estabelecer, em geral, a primazia
das classes sobre o sexo ou sobre outro fator de poder e
de desigualdade e algumas feministas radicais atribuem
mesmo a primazia explicativa ao poder sexual.” (SOUZA
S., Boaventura. Pela mão de Alice, o social e o político na
pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1996. p. 41.)
De acordo com o texto, é correto afirmar:
a) A teoria marxista das classes, como explicação das
relações de gênero, é o fundamento dos movimentos
feministas.
b) Ao priorizar a opressão de classe, o marxismo
eclipsou a opressão feminina, destituindo-a de sua
relevância social.
c) As feministas marxistas defendem a primazia do
poder sexual sobre a de classes.
d) O feminismo radical, ao explicitar a discriminação
sexual como forma de opressão, fortaleceu o
entendimento marxista da sociedade.
e) O projeto emancipatório das feministas teve
significativo impulso após a adoção do marxismo
enquanto modelo explicativo da opressão feminina.
resposta: B

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