UEL 2010

31) Analise o gráfico e leia o texto a seguir:
(Ministério do Trabalho e Emprego, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (MTE/CAGED))
Nota: Saldo = Admissões – Demissões
A crise econômica mundial poderá produzir um aumento considerável no número de pessoas que aumentarão as filas de desempregados, trabalhadores pobres e trabalhadores com empregos vulneráveis, afirma a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em seu relatório Tendências Mundiais do Emprego. [. . . ] o relatório assinala que o desemprego no mundo poderia aumentar em 2009 em relação a 2007 entre 18 e 30 milhões de trabalhadores e até além de 50 milhões caso a situação continue se deteriorando” (Relatório da OIT sobre as tendências mundiais de emprego para 2009. Organização Internacional do Trabalho (OIT) – Brasil. Disponível em <http://www.oitbrasil.org.br/get_2009.php&gt;. Acessado em 25 de agosto de 2009.)
Com base nos conhecimentos sobre o tema e no gráfico, é correto afirmar, que no Brasil, nos últimos dois anos período da última crise do capitalismo mencionada no texto
a) houve uma elevação no saldo de empregos com carteira assinada
b) houve uma elevação nas admissões e no saldo de empregos com carteira assinada.
c) houve uma redução nas demissões e aumento das admissões com carteira assianda.
d) houve uma redução no saldo de empregos com carteira assinada.
e) manteve-se constante o saldo de empregos com carteira assinada.
Resposta: D
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UEL 2008

36) Leia o texto a seguir.
[…] Como observam os pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados da Cultura da Universidade de Virgínia, os executivos globais que entrevistaram “vivem e trabalham num mundo feito de viagens entre os principais centros metropolitanos globais – Tóquio, Nova York, Londres e Los Angeles. Passam não menos do que um terço de seu tempo no exterior. Quando no exterior, a maioria dos entrevistados tende a interagir e socializar com outros globalizados… Onde quer que vão, hotéis, restaurantes, academias de ginástica, escritórios e aeroportos são virtualmente idênticos. Num certo sentido habitam uma bolha sociocultural isolada das diferenças mais ásperas entre diferentes culturas nacionais… São certamente cosmopolitas, mas de maneira limitada e isolada.” […] A mesmice é a característica mais notável, e a identidade cosmopolita é feita precisamente
da uniformidade mundial dos passatempos e da semelhança global dos alojamentos cosmopolitas, e
isso constrói e sustenta sua secessão coletiva em relação à diversidade dos nativos. Dentro de muitas ilhas do arquipélago cosmopolita, o público é homogêneo, as regras de admissão são estrita e meticulosamente (ainda que de modo informal) impostas, os padrões de conduta precisos e exigentes, demandando conformidade incondicional. Como todas as “comunidades cercadas”, a probabilidade de encontrar um estrangeiro genuíno e de enfrentar um genuíno desafio cultural é reduzida ao mínimo inevitável; os estranhos que não podem ser fisicamente removidos por causa do teor indispensável dos serviços que prestam ao isolamento e autocontenção ilusória das ilhas cosmopolitas são culturalmente eliminados – jogados para o fundo “invisível” e “tido como certo”.
(BAUMAN, Z. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 53-55.)

 

De acordo com o texto, é correto afirmar que a globalização estimulou
a) a disseminação do cosmopolitismo, que rompe as fronteiras étnicas, quando todos são viajantes.
b) um novo tipo de cosmopolitismo, que reforça o etnocentrismo de classe e de origem étnica.
c) a interação entre as culturas nativas, as classes e as etnias, alargando o cosmopolitismo dos viajantes de negócio.
d) o desenvolvimento da alteridade através de uma cultura cosmopolita dos viajantes de negócios.
e) a emergência de um novo tipo de viajantes de negócios, envolvidos com as comunidades e culturas nativas dos países, onde se hospedam.

 

resposta: B

UEL 2008

35) Leia o texto a seguir:
Como argumentaram com muita propriedade diversos críticos da tradição sociológica […] As nações e os estados nacionais não interagem simplesmente entre si; sob as condições modernas, eles formam – ou tendem a formar – um mundo, isto é, um contexto global com os seus próprios processos e mecanismos de integração. A forma nacional de integração, dessa forma, desenvolve-se e funciona em conexão íntima e num conflito mais ou menos acentuado com a forma global. […] Para apreender a sua relevância em relação à análise do nacionalismo, é necessário ter em mente que a globalização de modo algum é sinônimo de homogeneização […]. Pelo contrário, ela deve ser entendida como uma nova estrutura de diferenciação.
(ARNASON, J. P. Nacionalismo, globalização e modernidade, In: FEATHERSTONE, M. (Org.) Cultura global: nacionalização, globalização e modernidade. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 238.)
De acordo com o texto, é correto afirmar:
a) Os Estados Nacionais possuem total autonomia quanto à globalização, por isso não sofrem reflexos deste processo, garantindo a homogeneidade, a simetria e unidade contra as distinções.
b) A globalização é um processo que atinge e subverte todos os Estados Nacionais, que tendem ao desaparecimento com construção política moderna de regulação das relações sociais locais.
c) Apesar da resistência dos Estados Nacionais, a globalização resulta em homogeneização severa em todos os países que atinge.
d) Em virtude da presença dos Estados Nacionais, a tendência de homogeneização própria à globalização deve ser relativizada, pois muitas vezes, ao invés de uma homogeneização, ela acaba por promover novas formas de diferenciação.
e) Inexiste relação direta entre globalização e Estados Nacionais, pois, estes últimos se preservam por meio de mecanismos de defesa autóctones e totalitários.

 

resposta: D

UEL 2008

33) Observe o gráfico a seguir:
 
(PNUD, Atlas Racial Brasileiro – 2004)

 

De acordo com os dados e os conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar:
a) A pobreza é um fenômeno que afeta basicamente a população de cor branca, uma vez que, em todo período mostrado no gráfico, a porcentagem de indigentes brancos aumentou em relação à porcentagem de brancos pobres.
b) Após 1990, aumentou a proporção de brancos abaixo da linha de indigência, que passou de pouco mais de 10% para aproximadamente 25% do total da população.
c) Após 1994, a proporção de negros pobres no total da população negra no Brasil permanece em torno de 50%, enquanto varia aproximadamente em torno de 20 a 25% a proporção de brancos pobres no mesmo período.
d) A pobreza é um fenômeno que é afetado pela raça ou cor, enquanto que a indigência não demonstra ter relação com a questão racial, uma vez que a variação entre negros indigentes e brancos pobres é bastante aproximada em todo o período.
e) A pobreza é um fenômeno que vem aumentando continuamente em toda população brasileira ao longo do período que vai de 1982 a 2003, demonstrando os equívocos dos estudos sobre desigualdade baseados nas variáveis de raça ou de cor.
resposta: C

UEL 2007

25- “O homem político poderia ser ele mesmo.
Autenticamente. Ele prefere parecer. Ainda que lhe
seja preciso simular ou dissimular. Compondo um
personagem que atraia atenção e impressione a
imaginação. Interpretando um papel que é por vezes
um papel composto. De modo que, recorrendo a um
vocabulário colhido no teatro, fala-se em ‘vedetes’,
outrora em ‘tenores’, sempre em ‘representação
política’”.
Fonte: SCHWARTZENBERG, R. O Estado Espetáculo.
Tradução de Heloysa de Lima Dantas, Rio de Janeiro-São Paulo:
Difel, 1978, p. 7.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre os
temas Indústria Cultural e Política, é correto
afirmar:
a) Na atualidade, a arte de dissimular dos políticos
está cada vez menos evidente e, com base nela,
os eleitores escolhem seus candidatos.
b) Através da imagem construída pelo candidato se
pode distinguir claramente sua ideologia.
c) Na era das comunicações, o indivíduo torna-se
cada vez mais informado, portanto, mais imune à
propaganda, inclusive à propaganda política.
d) No Brasil, a indústria cultural torna manifestações
como o teatro, a literatura, a música popular e as
artes plásticas, livres de qualquer traço de
mediocridade por ter conotação ideológica.
e) A indústria cultural repousa sobre a produção de
desejos, imagens, valores e expectativas, por isso
somos cada vez mais suscetíveis à propaganda
política.
resposta: E

UEL 2007

29- O gráfico, a seguir, representa a variação nos
índices de pobreza no Brasil, desde 1992, de
acordo com os dados do PNAD (Pesquisa
Nacional por Amostra por Domicílio, do IBGE),
coletados em outubro de cada ano (marcados
pelos pontos no gráfico). Tomando por base as
informações contidas no gráfico, os períodos de
governo dos presidentes brasileiros desde 1992,
e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a
alternativa que indica os dois períodos em que
se iniciam as quedas mais acentuadas da
miséria nos últimos 14 anos:
 
 
Fonte: CPS/FGV a partir dos microdados da PNAD/IBGE
*Definida como a parcela da população que tem renda per capita inferior a 121 reais a preços da grande São Paulo ajustada por diferenças regionais de custo de vida. Revisamos os deflatores regionais com base na última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE feita em 2003. Vide nota sobre metodologia.
OBS: 1994 e 2000 são médias dos anos adjacentes. Nesses anos a PNAD não foi
a campo.
Fonte: NEGRI, M. C.. Miséria, desigualdade, estabilidade: o
segundo Real. Rio: FGV/CPS, p. 3. http://www.fgv.br/cps
/pesquisas/site_ret_port/RET_Texto.pdf Acessado em 15 de nov
de 2006.
a) Impeachment do presidente Fernando Collor de
Melo e posse do presidente Luís Inácio Lula da
Silva.
b) Implantação do Plano Real e posse do segundo
mandato do presidente Fernando Henrique
Cardoso.
c) Impeachment do presidente Fernando Collor e
implantação do Programa Bolsa Família.
d) Implantação do Plano Real e Implantação do
Programa Bolsa Família.
e) Posse do primeiro governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso e eleição do
presidente Luís Inácio Lula da Silva.
resposta: D

UEL 2007

30- O trecho abaixo, de autoria de Victor Nunes Leal,
encontra-se no clássico Coronelismo, Enxada e
Voto, publicado em 1949.
“E assim nos parece este aspecto importantíssimo do
‘coronelismo’, que é o sistema de reciprocidade: de um
lado, os chefes municipais e os ‘ coronéis’, que
conduzem magotes de eleitores como quem toca tropa
de burros; de outro, a situação política dominante no
Estado, que dispõe do erário, dos empregos, dos
favores e da força policial, que possui, em suma, o
cofre das graças e o poder da desgraça. É claro,
portanto, que os dois aspectos – o prestígio próprio
dos ‘coronéis’ e o prestígio de empréstimo que o poder
público lhes outorga – são mutuamente dependentes e
funcionam ao mesmo tempo como determinantes e
determinados. Sem a licença do ‘coronel’ – firmada na
estrutura agrária do país –, o governo não se sentiria
obrigado a um tratamento de reciprocidade, e sem
essa reciprocidade a liderança do ‘coronel’ ficaria
sensivelmente diminuída”.
Fonte: LEAL, V. N., Coronelismo, enxada e voto. São Paulo:
Alfa-Omega, 1986, 5ª ed., p. 43.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a
situação social e política do país, no período em
questão, assinale a alternativa correta a respeito
das eleições e do sistema representativo no Brasil:
a) A troca de favores entre chefes locais e poder
público é algo completamente superado pela
democracia que se instaurou no Brasil nos últimos
20 anos.
b) Independentemente da estrutura social e política, a
prática da troca de favores entre chefes locais e
poder público continua sendo o mecanismo
primordial de relacionamento político no Brasil.
c) A troca de favores entre chefes políticos locais e
poder público ocorria graças aos “votos de
cabresto”.
d) A troca de favores entre chefes políticos locais e
poder público só acontecia porque os cidadãos
lutavam por seus direitos.
e) A troca de favores entre os chefes políticos e o
poder público foi a maneira encontrada por ambos
para defender os interesses públicos e
republicanos.
resposta: C

UEL 2007

38- “No passado, quando se falava em redistribuição de
renda, sempre se argumentava que os pobres, com
o crescimento de sua renda, tenderiam a consumir
mais e, portanto, a taxa de poupança cairia. Hoje, o
paradoxo é que os ricos brasileiros é que têm uma
altíssima propensão a consumir. A renda não se
concentra para aumentar a taxa de poupança, e sim
para aumentar o consumo dos mais ricos. É
escandalosa a distância, no Brasil, entre o
consumidor popular e o consumidor médio e rico.
Sem lugar a dúvida, essa defasagem é das maiores
do mundo. Na Índia, os 20% mais ricos têm em
média uma renda quatro vezes maior que a dos
20% mais pobres; no Brasil essa relação é de um
para trinta e três vezes. Por outro lado, o abuso do
consumo contamina as classes mais pobres, que
gastam em produtos nem sempre necessários.”
Fonte: FURTADO, C.. Em Busca de Novo Modelo – reflexões
sobre a crise contemporânea. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
2ª edição, p. 20.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre
desigualdade social no Brasil, é correto afirmar
que:
a) Na última década, o índice de desigualdade
vem crescendo constantemente no Brasil.
b) Na última década observa-se, no Brasil, um
aumento constante da taxa de crescimento
econômico impulsionado pelo aumento do
índice de desigualdade.
c) Apesar de permanecer entre os mais altos do
mundo, nos últimos 15 anos observa-se, no
Brasil, uma queda do índice de desigualdade.
d) Nas duas últimas décadas o índice de
desigualdade no Brasil permanece rigorosamente
igual.
e) Existe uma correlação estreita entre taxa de
crescimento econômico e distribuição de
riqueza.
resposta: C

UEL 2006

40- Na Inglaterra do século XVII, puritanismo era o
nome dado ao policiamento exercido por uma seita
religiosa sobre o comportamento alheio,
especialmente em relação à sexualidade. O
neopuritanismo, por sua vez, não tem relação com
religião […] sua censura se pauta por uma visão
estereotipada e generalizante de bom senso. O
neopuritanismo consiste em uma pressão social
contemporânea para que o indivíduo seja correto,
competente e bem sucedido em todas as esferas da
vida. (Adaptado de: QUINTANILHA, Leandro. Tudo o
que se faz é ilegal, imoral ou engorda. In: Folha de
Londrina, Londrina, 27 nov. 2005. Especial, p. 16.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o
tema, considere as afirmativas a seguir.
I. O neopuritanismo propaga um padrão
comportamental que auxilia a reprodução da
lógica mercantil capitalista, portanto a
reprodução das relações sociais de produção.
II. A ruptura do neopuritanismo com a religião
conduziu seus seguidores a combater a
censura na sociedade atual.
III. O neopuritanismo, em função de suas origens,
tem alimentado os fundamentalismos das seitas
religiosas orientais e ocidentais.
IV. Uma das diretrizes gerais do neopuritanismo
é a constituição de formas de controle social
fundadas na instauração de consensos a
partir dos valores sociais hegemônicos.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
resposta: B

UEL 2006

37- “No início a ciência quis a morte do mito, como a razão
quis a supressão do irracional, visto como obstáculo a
uma verdadeira compreensão do mundo, dando início
assim a uma guerra interminável contra o pensamento
mítico. Valéry glorificou esta luta destruidora contra as
‘coisas vagas’: ‘Aquilo que deixa de ser, por ser pouco
preciso, é um mito; basta o rigor do olhar e os golpes
múltiplos e convergentes das questões e interrogações
categóricas, armas do espírito ativo, para se ver os
mitos morrerem’. O mito por sua vez trabalha duro para
se manter e, por meio de suas metamorfoses, está
presente em todos os espaços. Do mesmo modo, a
ciência atual busca menos sua erradicação que seu
confinamento. Quando a ciência traça seus próprios
limites, ela reserva ao mito – e ao sonho – o lugar que
lhe é próprio.” (BALANDIER, Georges. A desordem:
elogio do movimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
p.17.)
Com base no texto, é correto afirmar:
a) Pelo fato de ser destituído de significado social, o
mito está ausente dos espaços sociais
contemporâneos.
b) A delimitação da área de atuação do saber
científico implica na constituição de um lugar
próprio para o mito.
c) A morte e o extermínio do mito no ocidente
decorrem da supervalorização e conseqüente
predomínio da razão.
d) Na modernidade, o pensamento mítico é crucial
para a compreensão científica do mundo.
e) O pensamento mítico se disseminou porque se
pauta em conceitos e categorias.
resposta: B

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