ENEM 2016

(Enem 2016)  A sociologia ainda não ultrapassou a era das construções e das sínteses filosóficas. Em vez de assumir a tarefa de lançar luz sobre uma parcela restrita do campo social, ela prefere buscar as brilhantes generalidades em que todas as questões são levantadas sem que nenhuma seja expressamente tratada. Não é com exames sumários e por meio de intuições rápidas que se pode chegar a descobrir as leis de uma realidade tão complexa. Sobretudo, generalizações às vezes tão amplas e tão apressadas não são suscetíveis de nenhum tipo de prova.

DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

 

O texto expressa o esforço de Émile Durkheim em construir uma sociologia com base na

a) vinculação com a filosofia como saber unificado.

b) reunião de percepções intuitivas para demonstração.

c) formulação de hipóteses subjetivas sobre a vida social.

d) adesão aos padrões de investigação típicos das ciências naturais.

e) incorporação de um conhecimento alimentado pelo engajamento político.

 

Resposta: D

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UEL 2011

39) Leia o texto a seguir.
A maior parte dos sábios, como Isaac Newton, era profundamente crente e pensava que descobrir as leis da
natureza graças à física é descobrir a obra de uma providência absolutamente divina e convencer-se de que a
organização do mundo não é produto do acaso. Muito antes das Luzes, é no declínio das antigas hierarquias
e no turbilhão suscitado pela chegada ao Novo Mundo que devemos buscar a fonte da revolução científica.
É nesse contexto que as novas ciências abandonam a concepção de natureza como algo maravilhoso, governado
por princípios ocultos, e passam a imaginá-la como uma máquina gigantesca. A tal engrenagem
seguiria leis reguladoras e necessárias, passíveis de serem traduzidas em linguagem matemática. Isso não
impediria, contudo, que a visão mecanicista da natureza continuasse por muito tempo como um ato de fé,
incapaz de explicar fenômenos tão familiares como a coesão de materiais, a queda dos corpos ou a maré.
(Adaptado de: JENSEN, P. O saber não é neutro. Le Monde Diplomatique Brasil, Ed. Instituto Polis, jun. 2010, ano 3, n. 35, p. 34.)

 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a revolução científica, é correto afirmar:
a) A revolução científica possibilitou demonstrar, no terreno da vida social, que o saber é neutro, pois é baseado em provas empíricas reveladoras de uma forma de verdade que não comporta manipulações pelos homens.
b) A revolução científica comprovou que as mesmas leis gerais que regem o mundo físico atuam também sobre a
realidade social, de tal modo que, compreendendo uma, se compreende diretamente a outra.
c) Para a revolução científica, ciência e religião são formas de compreensão racional da realidade, estando ambas regidas pelos princípios de observação, verificação e experimentação capazes de demonstrar a hipótese inicial.
d) A grande contribuição da revolução científica para as ciências humanas foi demonstrar que as relações sociais
possuem regularidades matemáticas, o que permite prever com exatidão os comportamentos dos indivíduos e de
grupos de indivíduos.
e) Ainda que impossibilitada de explicar a dinâmica da vida social, a revolução científica trouxe para o terreno
das ciências humanas o princípio da racionalidade da investigação como caminho para a apreensão objetiva
dos fatos.
 
resposta: E

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