ENEM 2017

(Enem 2017)  O conceito de democracia, no pensamento de Habermas, é construído a partir de uma dimensão procedimental, calcada no discurso e na deliberação. A legitimidade democrática exige que o processo de tomada de decisões políticas ocorra a partir de uma ampla discussão pública, para somente então decidir. Assim, o caráter deliberativo corresponde a um processo coletivo de ponderação e análise, permeado pelo discurso, que antecede a decisão.

VITALE. D. Jürgen Habermas, modernidade e democracia deliberativa. Cadernos do CRH (UFBA), v. 19, 2006 (adaptado).

 

O conceito de democracia proposto por Jürgen Habermas pode favorecer processos de inclusão social. De acordo com o texto, é uma condição para que isso aconteça o(a)

a) participação direta periódica do cidadão.

b) debate livre e racional entre cidadãos e Estado.

c) interlocução entre os poderes governamentais.

d) eleição de lideranças políticas com mandatos temporários.

e) controle do poder político por cidadãos mais esclarecidos.

 

Resposta: B

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UEM 2008 – verão

INSTRUÇÃO: leia o texto a seguir para responder às
questões 09 e 10.
 
“[…] Ao acordá-lo, o rádio-relógio digital dispara
informações sobre o tempo e o trânsito. Ligando a FM, lá
está o U-2. O vibramassageador amacia-lhe a nuca,
enquanto o forno microondas descongela um sanduíche
natural. No seu micro Apple II, sua agenda indica:
REUNIÃO AGÊNCIA 10H/ TÊNIS CLUBE 12H/
ALMOÇO/ TROCAR CARTÃO MAGNÉTICO
BANCO/ TRABALHAR 15H/ PSICOTERAPIA 18H/
SHOPPING/ OPÇÕES: INDIANA JONES-BLADE
RUNNER VIDEOCASSETE ROSE, SE LIGAR/ SE
NÃO LIGAR, OPÇÕES: LER O NOME DA ROSA
(ECO) – DALLAS NA TV – DORMIR COM
SONÍFEROS VITAMINADOS.
Seu programa rolou fácil. Na rua divertiu-se pacas com a
manifestação feminista pró-aborto que contava com um
bloco só de freiras e, a metros dali, com a escultura que
refazia a Pietá (aquela do Miguelângelo) com baconzitos
e cartões perfurados. Rose ligou. Você embarcou no
filme Indiana Jones sentado numa poltrona estilo
Menphis – uma pirâmide laranja em vinil – desfiando
piadas sobre a tese dela de filosofia: Em Cena, a
Decadência. A câmera adaptada ao vídeo filmou vocês
enquanto faziam amor. Será o pornô que animará a
próxima vez.
Ao trazê-lo de carro para casa, Rose, que esticaria até
uma festa, veio tipo impacto: maquiagem teatral, brincos
enormes e uma gravata prateada sobre camisão lilás. Na
cama, um sentimento de vazio e irrealidade se instala em
você. Sua vida se fragmenta desordenadamente em
imagens, dígitos, signos – tudo leve e sem substância
como um fantasma. Nenhuma revolta. Entre a apatia e a
satisfação, você dorme.” (SANTOS, Jair Ferreira. O que
é Pós-Moderno. São Paulo. Editora Brasiliense, 1988.
p.8).
 
Questão 09
Utilizando seus conhecimentos sobre o tema “gostos e
estilos de vida”, assinale a(s) alternativa(s) correta(s)
sobre o texto.
 
01) Trata do cotidiano de um indivíduo urbano que
convive com a tecnologia eletrônica de massa e
individual.
02) Aborda a valorização do estilo de vida hedonista, no
qual predomina a busca pelo prazer individual e
imediato.
04) Exemplifica a lógica de uma sociedade que não é
pautada pelo consumo generalizado de bens e
serviços.
08) Retrata uma situação peculiar aos indivíduos que
vivem em sociedades altamente industrializadas que
oferecem acesso diferenciado às novas tecnologias.
16) Mostra o processo de fragmentação dos indivíduos
em uma sociedade baseada na tecnociência.
 
resposta: 27

UEM 2008 – verão

INSTRUÇÃO: leia o texto a seguir para responder às
questões 09 e 10.
 
“[…] Ao acordá-lo, o rádio-relógio digital dispara
informações sobre o tempo e o trânsito. Ligando a FM, lá
está o U-2. O vibramassageador amacia-lhe a nuca,
enquanto o forno microondas descongela um sanduíche
natural. No seu micro Apple II, sua agenda indica:
REUNIÃO AGÊNCIA 10H/ TÊNIS CLUBE 12H/
ALMOÇO/ TROCAR CARTÃO MAGNÉTICO
BANCO/ TRABALHAR 15H/ PSICOTERAPIA 18H/
SHOPPING/ OPÇÕES: INDIANA JONES-BLADE
RUNNER VIDEOCASSETE ROSE, SE LIGAR/ SE
NÃO LIGAR, OPÇÕES: LER O NOME DA ROSA
(ECO) – DALLAS NA TV – DORMIR COM
SONÍFEROS VITAMINADOS.
Seu programa rolou fácil. Na rua divertiu-se pacas com a
manifestação feminista pró-aborto que contava com um
bloco só de freiras e, a metros dali, com a escultura que
refazia a Pietá (aquela do Miguelângelo) com baconzitos
e cartões perfurados. Rose ligou. Você embarcou no
filme Indiana Jones sentado numa poltrona estilo
Menphis – uma pirâmide laranja em vinil – desfiando
piadas sobre a tese dela de filosofia: Em Cena, a
Decadência. A câmera adaptada ao vídeo filmou vocês
enquanto faziam amor. Será o pornô que animará a
próxima vez.
Ao trazê-lo de carro para casa, Rose, que esticaria até
uma festa, veio tipo impacto: maquiagem teatral, brincos
enormes e uma gravata prateada sobre camisão lilás. Na
cama, um sentimento de vazio e irrealidade se instala em
você. Sua vida se fragmenta desordenadamente em
imagens, dígitos, signos – tudo leve e sem substância
como um fantasma. Nenhuma revolta. Entre a apatia e a
satisfação, você dorme.” (SANTOS, Jair Ferreira. O que
é Pós-Moderno. São Paulo. Editora Brasiliense, 1988.
p.8).
 
Questão 10
Podemos considerar o texto anteriormente lido como uma
fábula. Baseado nela, assinale a(s) alternativa(s)
correta(s).
 
01) A fábula se passa em um espaço urbano, no qual o
indivíduo é saturado pela oferta de informações,
diversões e serviços.
02) O indivíduo da fábula pode contar com os avanços
tecnológicos para programar o seu dia-a-dia.
04) A fábula descreve um mundo dominado pelos meios
tecnológicos que podem promover uma
desconstrução estética da arte.
08) O indivíduo descrito na fábula tem ações que
demonstram uma sedução pelo “imediato” e falta de
interesse pelas atitudes reflexivas.
16) A fábula ocorre em uma sociedade movida pela
informação. Nela, os valores são trocados pelo
modismo e o indivíduo tende a ser tomado pelo
conformismo e pela apatia.
 
resposta: 31

Clássicos da Sociologia UNIVESP – Karl Marx

Clássicos da Sociologia: Karl Marx
O aspecto sociológico do pensamento de Karl Marx é apresentado com base em entrevista do sociólogo Gabriel Cohn e a caracterização in loco da economia de uma pequena cidade paulista.

Clássicos da Sociologia UNIVESP – Émile Durkheim

A concepção de sociedade de Durkheim, baseada na ideia de fato social e solidariedade, é apresentada pelo sociólogo Gabriel Cohn e por meio de visita ao menor município do país, Águas de São Pedro, em São Paulo. Na cidade, a doutoranda Rachel Weiss apresenta pontos da teoria utilizando a relativa simplicidade da vida na pequena comunidade. Programa da disciplina Sociologia da Educação do Curso de Pedagogia Unesp/Univesp

Émile Durkheim 1 de 2

Émile Durkheim 2 de 2

UEL 2011

21) Leia o texto a seguir.
“O primeiro beijo é sempre o último”. Assim um informante define, com certa nostalgia, o surgimento de uma
nova rotina na prática de “ficar” entre os jovens ao longo da night. “Ficar” é essencialmente beijar, beijar em
série, beijar muito. O primeiro beijo, marcado por algo absolutamente fugaz, registro imediato do tátil, desliga-
-se do que outrora era ritual do enamoramento, prelúdio de uma trajetória sentimental. […] No campo do afeto
e do exercício da sociabilidade, essa mesma noite propicia comportamentos que revelam a transitoriedade, a
seriação e o deslocamento afetivo como um novo mecanismo de agrupamento dos jovens.
(ALMEIDA, M. I. M. de. Guerreiros da noite – cultura jovem e nomadismo urbano, In Ciência hoje, v. 34, n. 202, p. 28.)

 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a sociabilidade moderna, considere as afirmativas a seguir.
I. As práticas assinaladas entre os jovens identificam-se ao que se definiu como pós-modernidade, isto é, relações fluidas, marcadas pela instantaneidade e por rupturas contínuas com referenciais pré-estabelecidos.
II. O comportamento dos jovens que optam pela prática do “ficar” é diferente do estado anômico, analisado
por Durkheim, na medida em que as bases da existência social mantêm seu funcionamento normal.
III. A vida social moderna, ao individualizar os sujeitos, eliminou a necessidade, entre os jovens, de participar
de agrupamentos identitários e de estabelecer vínculos sociais com outras pessoas.
IV. A adoção da prática antissocial do “ficar” é fruto de uma juventude sem valores morais, como família,
tradição e propriedade privada, presentes desde os primórdios da humanidade.

 

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

 

resposta: A

 

UEL 2008

31) As relações amorosas, após os anos de 1960/1980, tenderam a facilitar os contatos feitos e desfeitos imediatamente, gerando uma gama de possibilidades de parceiros e experimentos de prazer. Essa forma de contato amoroso tem sido denominada pelos jovens como “ficar”. Assim, em uma festa pode-se “ficar” com vários parceiros ou durante um tempo “ir ficando” em diferentes situações, sem que isso se configure em compromisso, namoro ou outra modalidade institucional de relação. Os processos sociais que provocaram as mudanças nas relações amorosas, bem como suas conseqüências para o indivíduo e para a sociedade, têm sido problematizados por vários cientistas sociais.
Assinale a alternativa em que o texto explica os sentidos das relações amorosas descritas acima.
a) “Hoje as artes de expressão não são as únicas que se propõem às mulheres; muitas delas tentam atividades criadoras. A situação da mulher predispõe-na a procurar uma salvação na literatura e na arte. Vivendo à margem do mundo masculino, não o apreende em sua figura universal e sim através de uma visão singular; ele é para ela, não um conjunto de utensílios e conceitos e sim uma fonte de sensações e emoções; ela interessa-se pelas qualidades das coisas no que têm de gratuito e secreto […]”. (BEAUVOIR, S. O segundo sexo. 5 ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1980. p. 473.)
b) “Hoje, no entanto, existe uma renovação, o que significa dizer que os cientistas, quando chegam através do seu conhecimento a esses problemas fundamentais, tentam por si próprios compreendê-los e fazem um apelo à sua própria reflexão. Nos próximos anos, por exemplo, após as experiências do Aspecto, a discussão sobre o espaço e sobre o tempo – problemas filosóficos – vai ser retomada”. (MORIN, E. A inteligência da complexidade. 2. ed. São Paulo: Peirópolis, 2000. p. 37.)
c) “Nova era demográfica de declínio populacional não catastrófico pode estar alvorecendo. Fome, epidemias, enchentes, vulcões e guerras cobraram seu preço no passado, mas que grandes populações não se reproduzam por escolha individual é uma mudança histórica notável. Na Europa Ocidental, esse padrão está se estabelecendo em tempos de paz, sob condições de grande prosperidade, embora, sejam ainda visíveis oscilações conjunturais, significativas na depressão escandinava do início dos anos de 1990.” (THERBORN, G. Sexo e poder. São Paulo: Contexto, 2006. p. 446).
d) “É assim numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto para o uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a ’experiência amorosa’ à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço.
(BAUMAN, Z. Amor líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. p.21-22).
e) “Viver na grande metrópole significa enfrentar a violência que ela produz, expande e exalta, no mesmo pacote em que gera e acalenta as criações mais sublimes da cultura.[…] Nesse sentido, talvez a primeira violência de que somos vítima, já no início do dia, é o jornalismo, sempre muito sequioso de retratar e reportar, nos mínimos detalhes, o que de mais contundente e chocante a humanidade produziu no dia anterior […]”. (NAFFAH NETO, A. Violência e ressentimento. In: CARDOSO, I. et al (Orgs). Utopia e mal-estar na cultura. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 99.)
resposta: D

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