ENEM 2017

(Enem 2017)  Palestinos se agruparam em frente a aparelhos de televisão e telas montadas ao ar livre em Ramalah, na Cisjordânia, para acompanhar o voto da resolução que pedia o reconhecimento da chamada Palestina como um Estado observador não membro da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo era esperar pelo nascimento, ao menos formal, de um Estado palestino. Depois da aprovação da resolução, centenas de pessoas foram à praça da cidade com bandeiras palestinas, soltaram fogos de artifício, fizeram buzinaços e dançaram pelas ruas. Aprovada com 138 votos dos 193 da Assembleia-Geral, a resolução eleva o status do Estado palestino perante a organização.

Palestinos comemoram elevação de status na ONU com bandeiras e fogos. Disponível em: http://folha.com. Acesso em: 4 dez. 2012 (adaptado).

 

A mencionada resolução da ONU referendou o(a)

a) delimitação institucional das fronteiras territoriais.

b) aumento da qualidade de vida da população local.

c) implementação do tratado de paz com os israelenses.

d) apoio da comunidade internacional à demanda nacional.

e) equiparação da condição política com a dos demais países.

 

Resposta: D

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UEM 2009 – inverno

Questão 13
Considerando as relações entre Estado, Governo e Nação,
assinale o que for correto.
 
01) O Estado pode ser compreendido como uma
instituição social que age dentro de um determinado
território e tem como algumas de suas funções
garantir a ordem e estabelecer regras para as relações
entre os indivíduos.
02) A África do Sul é um exemplo de Estado formado
por populações de diferentes tradições e culturas que
vivem sob a autoridade de um mesmo poder político.
04) Em janeiro de 2009, Barack Obama tomou posse
como presidente dos Estados Unidos da América
(EUA). A eleição desse advogado negro, filho de
uma estadunidense com um queniano, foi um marco
na história daquele país, que teve um passado
escravocrata.
08) Não existem diferenças entre Estado e Governo.
Portanto não há possibilidade de a chefia do Estado
ser desempenhada por um líder e a do Governo por
outro.
16) A República é uma das formas de governo possíveis.
Ela pode ser presidencialista, como a brasileira e a
norte-americana, ou parlamentarista, como a francesa
e a canadense. A monarquia é uma outra forma de
governo e também pode ser parlamentarista, como
acontece na Inglaterra e no Japão.
 
resposta: 23

UEM 2008 – inverno

01 – Conhecer, registrar e analisar as características da
produção cultural e artística popular são recursos
importantes para a construção da memória e da
identidade de um povo. Nesse sentido, assinale a(s)
alternativa(s) correta(s).
 
01) No Brasil, existem diversas festas entendidas
como manifestações da tradição popular, porém
os folcloristas reconhecem como brasileiras
apenas aquelas que não possuem influência
estrangeira.
02) Alguns países europeus tiveram problemas em
relação à definição e à manutenção de suas
fronteiras e de sua soberania, bem como com
questões étnico-culturais. Por isso, utilizaram
suas tradições populares com o objetivo de
imprimir e difundir a idéia de nação.
04) As noções de “cultura erudita” e “cultura
popular” são construções utilizadas para
diferenciar as crenças, os valores e os costumes
do povo e das elites. Entretanto essas noções
obscurecem os diálogos e as trocas entre os
diferentes grupos existentes na sociedade.
08) Um exemplo de reflexão sobre a cultura
brasileira foi a Semana de Arte Moderna de
1922, que, entre outras coisas, pretendia mostrar
“o Brasil” às classes médias e às elites
nacionais, valorizando as expressões e os
costumes da população simples.
16) Para o senso comum, há uma hierarquia na
definição da cultura popular brasileira. Desse
modo, aquelas manifestações culturais restritas
a alguns grupos étnicos, religiosos ou regionais
tendem a ser entendidas como de menor
relevância para a cultura nacional.
 
resposta: 30

UEM 2008 – inverno

16 – Sobre a formação do Estado moderno e as
transformações que ele sofreu ao longo da história,
assinale o que for correto.
 
01) A centralização das estruturas jurídicas e da
cobrança de impostos, a monopolização da
legitimidade do uso da violência e a criação de
uma burocracia específica para administrar os
serviços públicos foram fundamentais para a
constituição do Estado moderno.
02) Os Estados Absolutistas europeus contribuíram
para a desagregação das relações políticas
feudais. Por isso, seu advento é constitutivo do
longo processo que resultou no surgimento dos
Estados modernos.
04) O princípio da soberania popular foi
substantivamente transformado em fins do
século XIX e ao longo do século XX como
resultado das lutas sociais empreendidas a favor
da ampliação dos direitos políticos.
08) A construção do Estado-nação esteve
intimamente associada à idéia de um poder
territorializado.
16) Embora estejam associados, os conceitos de
Estado e de nação não coincidem, já que
existem nações sem Estado – como é o caso dos
palestinos – e Estados que abrangem várias
nações – como o Reino Unido.
 
resposta: 31

Brasil: a hora dos serviços públicos

11 de janeiro de 2012

Por Marco Antonio L. | no Brasil de Fato

“O Estado brasileiro não tem um padrão de funcionamento, devemos fazer um destaque à sua insuficiência e, de certa maneira, à ineficiência de políticas públicas em determinados aspectos”. A posição é de Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), exposta durante apresentação do estudo “A presença do Estado no Brasil”, nesta terça-feira (10), na capital paulista. Longe de criticar a presença e a intervenção do Estado, o que o estudo sugere é um desafio de ações mais efetivas no combate a desigualdades e ao subdesenvolvimento que persiste no país, apesar do avanço econômico.

Em novembro e dezembro de 2011, diferentes institutos privados internacionais divulgaram estudos apontando que o Brasil passou o Reino Unido como sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) – a soma das riquezas produzidas durante um ano por um país – do mundo. A crise do país europeu e o crescimento brasileiro apesar das instabilidades externas provocou o cenário favorável, mas não significam que as mazelas sociais foram superadas.

Pela projeção do Ipea, até o final da década, o país deve passar também a França, na quinta posição, e a Alemanha, atualmente quarta colocada. Apesar disso, o Brasil ainda convive com situações de subdesenvolvimento. Pochmann afirma que essa questão não está superada por haver ainda uma parcela grande da população em situação de miséria. De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 16,2 milhões de brasileiros viviam em famílias com renda mensal menor de R$ 70 por pessoa.

“É importante observar a trajetória ascendente do Brasil dentro de um contexto em que o Estado, certamente, continuará sendo muito importante não apenas no enfrentamento das mazelas que nos acompanham, mas no contexto internacional, de uma economia global e uma sociedade do conhecimento”, destacou o presidente do Ipea.

Desigualdade regional

Para Pochmann, existem políticas voltadas a compensar desigualdades regionais, favorecendo áreas pobres ou desprovidas de recursos adequados. Outras mostram o contrário: locais mais ricos recebem mais verbas. “Não estou defendendo um Estado só para pobres. O que destaco é aquele padrão de Estado em que se oferece para determinadas regiões que são mais ricas, porque isso não pode ser universalizado e homogeneizado”, pontua o presidente do Ipea.

Um dos grandes destaques do estudo são as políticas de assistência social, como o Bolsa Família. Do total de repasses do programa, 51,1% dos recursos vão para o Nordeste, ainda que a população da região represente 28% do total de habitantes do país. Ao mesmo tempo, o Sudeste, que possui 42,2% dos brasileiros, recebe 24,7% do orçamento anual do projeto.

A distribuição dos recursos do governo federal, segundo Pochmann, não é homogênea porque atende às necessidades locais com o objetivo de reequilibrar as diferenças regionais. “Nesse exemplo, o Estado coloca mais recursos na proporção inversa ao tamanho da população porque ali existem mais pobres”, afirmou.

O mesmo tipo de mecanismo verifica-se em benefícios previdenciários, que têm ajudado a reduzir as desigualdades regionais. Mas esse tipo de ação, segundo o economista, não substituem investimentos em áreas como saúde e educação em regiões menos assistidas.

A educação é um dos setores em que a disparidade se manifesta entre unidades da federação. O Distrito Federal, por exemplo, tem 68% dos jovens matriculados no ensino médio da rede pública. Na outra ponta da lista, o índice mais baixo de matrículas está em Rondônia, onde apenas 31,6% da população de 15 a 17 anos possui frequência escolar durante o ano letivo.

Também há diferenças no nível de qualificação dos professores pelo Brasil. Segundo Pochmann, enquanto no Norte 51% dos professores de ensino fundamental têm formação superior, no Sul esse percentual é de 82%.

Na saúde, os resultados sinalizam uma distância representativa entre o número de médicos por habitantes nas diferentes regiões do Brasil. Enquanto nas regiões Sul e Sudeste há 3,7 médicos por mil habitantes, na região Norte o número cai para 1,9 médico por mil habitantes.
Esse tipo de situação é grave porque tende a reforçar e a preservar as desigualdades, em vez de combatê-las.

UEL 2008

35) Leia o texto a seguir:
Como argumentaram com muita propriedade diversos críticos da tradição sociológica […] As nações e os estados nacionais não interagem simplesmente entre si; sob as condições modernas, eles formam – ou tendem a formar – um mundo, isto é, um contexto global com os seus próprios processos e mecanismos de integração. A forma nacional de integração, dessa forma, desenvolve-se e funciona em conexão íntima e num conflito mais ou menos acentuado com a forma global. […] Para apreender a sua relevância em relação à análise do nacionalismo, é necessário ter em mente que a globalização de modo algum é sinônimo de homogeneização […]. Pelo contrário, ela deve ser entendida como uma nova estrutura de diferenciação.
(ARNASON, J. P. Nacionalismo, globalização e modernidade, In: FEATHERSTONE, M. (Org.) Cultura global: nacionalização, globalização e modernidade. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 238.)
De acordo com o texto, é correto afirmar:
a) Os Estados Nacionais possuem total autonomia quanto à globalização, por isso não sofrem reflexos deste processo, garantindo a homogeneidade, a simetria e unidade contra as distinções.
b) A globalização é um processo que atinge e subverte todos os Estados Nacionais, que tendem ao desaparecimento com construção política moderna de regulação das relações sociais locais.
c) Apesar da resistência dos Estados Nacionais, a globalização resulta em homogeneização severa em todos os países que atinge.
d) Em virtude da presença dos Estados Nacionais, a tendência de homogeneização própria à globalização deve ser relativizada, pois muitas vezes, ao invés de uma homogeneização, ela acaba por promover novas formas de diferenciação.
e) Inexiste relação direta entre globalização e Estados Nacionais, pois, estes últimos se preservam por meio de mecanismos de defesa autóctones e totalitários.

 

resposta: D

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