UEM 2009 – inverno

Questão 17
A utilização crescente de recursos eletrônicos em
diversos ramos da produção industrial tem provocado
transformações significativas na vida social.
Considerando seus conhecimentos sobre o tema, assinale
a(s) alternativa(s) correta(s).
01) As Tecnologias da Informação e da Comunicação
podem ser consideradas produtos de uma nova fase
da revolução industrial baseada no desenvolvimento
da microeletrônica.
02) A organização industrial contemporânea permite um
modo de produção descentralizado, em que os
componentes de um determinado produto podem ser
fabricados em diferentes lugares do globo e depois
encaminhados para montadoras com sedes em
territórios estratégicos para o comércio mundial.
04) No trabalho ligado às tecnologias informacionais,
existem diversas formas de monitoramento eletrônico
das atividades, o que pode ser caracterizado como um
mecanismo de controle social.
08) A chamada “sociedade da informação” caracteriza-se
pela abolição da mais-valia e pela instauração de um
modelo econômico pós-capitalista.
16) As novas tecnologias da informação vêm
acompanhadas do fortalecimento dos sindicatos e da
ampliação das ofertas de emprego, reforçando antigas
conquistas do movimento trabalhista, como a
proteção e o direito de registro em carteira de
trabalho.
 
resposta: 07
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UEM 2008 – inverno

12 – Podemos conceituar mudança social como toda
inovação ocorrida na sociedade de forma geral ou
em um grupo específico. Sobre esse tema, assinale o
que for correto.
 
01) O filósofo Auguste Comte era favorável à
Revolução Francesa, visto que apoiava as
mudanças que ela continha. Afirmava,
entretanto, que as transformações da sociedade
deveriam ser condicionadas pela manutenção da
ordem social.
02) No processo histórico de desenvolvimento das
sociedades humanas, as mudanças são
inevitáveis. É consenso na sociologia que elas
ocorrem em todas as instituições sociais de
modo natural, em circunstâncias semelhantes à
evolução pela qual passam os animais e os
vegetais.
04) Com a ampliação das suas bases industriais na
década de 1950, o Brasil passou por uma grande
transformação: sua população, que era rural,
tornou-se majoritariamente urbana. Essa
mudança foi provocada pelas condições
favoráveis oferecidas nas cidades, isto é, oferta
de emprego, de moradia, serviços de saúde e
educação suficientes para todos aqueles que
imigraram para o espaço urbano.
08) Vê-se, em nossa sociedade urbana industrial,
que as famílias passaram por mudanças. O
outrora preponderante tipo familiar patriarcal
sofreu modificações. Hoje há outras formas de
organização familiar, como a família conjugal
(com a diluição do poder entre mulheres e
homens), a família chefiada por mulheres e a
conjugalidade homossexual.
16) Com base nas conseqüências produzidas pela
Lei Áurea de 1888, no Brasil, podemos concluir
que, dependendo do contexto, mudanças
legislativas não são suficientes para alterar
prontamente padrões cristalizados de relações
sociais.
 
resposta: 25

Os 90 anos dos comunistas no Brasil

Mesmo divididos em legendas diferentes, comunistas lembram nove décadas de lutas

Por Eduardo Sá
Especial para Caros Amigos

Os comunistas fazem parte dos mais antigos partidos políticos em atividade no Brasil. Partidos porque dois deles, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), além do mais recente Partido Popular Socialista (PPS), reivindicam a mesma data de comemoração. Indiscutível é, no entanto, a contribuição dos comunistas na história nacional. Participaram de todas as lutas justas do povo brasileiro durante as últimas nove décadas. Não é à toa que renomadas personalidades da história política e cultural do Brasil foram comunistas ou seus aliados: Jorge Amado, Oscar Niemeyer, Portinari, Caio Prado Júnior, Rachel de Queirós, João Saldanha, Mário Lago, Paulo Freire, Graciliano Ramos, dentre tantos outros.

No dia 25 de março de 1922 nasceu, em Niterói, dando sequência a uma reunião iniciada no Rio de Janeiro, o Partido Comunista do Brasil (PCB). Nove delegados, representando cerca de 73 militantes de diversos estados do Brasil, criaram o partido inspirados nos “21 pontos de Moscou”, em referência à Revolução de Outubro, ocorrida em 1917 na Rússia. Os pensamentos de Karl Marx e Friedrich Engels, somados aos métodos de organização de Lênin, líder da revolução russa, nortearam a agremiação.  Representando os operários e camadas populares da sociedade brasileira, os intelectuais e militantes do PCB foram obrigados pelas elites a viver grande parte de sua história na ilegalidade.

O partido surge contribuindo nas lutas políticas e culturais, como a participação expressiva na Semana de Arte Moderna, em 1922. Com a chegada de Luís Carlos Prestes no início de 1930, egresso da famosa Coluna que atravessou o país, os comunistas começam a ter influência no cenário nacional. Figuras lendárias como Astrojildo Pereira e João Amazonas, dentre outros, combateram o Estado Novo de Getúlio Vargas, fizeram campanha pela constituinte em 1946, foram às ruas lutar pelo “O Petróleo é nosso”, agitaram greves nos anos 1950, e, ao se aproximarem das massas, passaram a ter importância nas resoluções históricas da nação. Muitas vitórias e derrotas, como o levante em 1935, ocorreram, em sua maioria, na clandestinidade. Com isso, se tornou a principal organização política de esquerda no Brasil durante anos.

Mas o cenário internacional também refletia no partido, sobretudo os caminhos tomados pela União Soviética e pela China, e foi gerando discórdias no seu Comitê Central. Em 1958 é lançada a famosa Declaração de Março, que aponta, dentre outros elementos, a questão democrática. Em 1962, no dia 18 de fevereiro, o racha no partido se consolida e, de acordo com a interpretação de cada um deles, ocorre a criação de um novo partido ou a refundação da organização. As visões diferenciadas se acentuam com a ditadura militar a partir de 1964, época em que muitas lideranças foram mortas, presas, desaparecidas e exiladas, como Carlos Marighella. A partir desse período o PCdoB, que hoje é base do governo, vem formando novas alianças e o PCB se desintegrando, chegando ambos ao século XXI com nova cara e novos desafios. Em 1992 surge, ainda, o Partido Popular Socialista (PPS), também reivindicando a história original do partido.

Festividades dos partidos

O Rio de Janeiro foi palco das comemorações. O Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizou durante a semana diversas atividades, com debates promovidos em alguns sindicatos, e um ato político na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), local que nos anos de chumbo da última ditadura militar serviu de trincheira à democracia. O PCdoB, por sua vez, fez atividades que acabaram num ato-show no Vivo Rio, uma das casas de show mais caras da cidade. Ambos receberam representantes de partidos comunistas de outros países. E o PPS também não deixou passar em branco, promovendo uma sessão comemorativa na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na qual foi lançado o livro “O PCB-PPS e a Cultura Brasileira: Apontamentos”, do historiador Ivan Alves Filho.

As festas que foram realizadas no Rio de Janeiro traduzem bem as disparidades entre os partidos. O Partidão, como é conhecido o PCB, fez autocríticas, inclusive na televisão em cadeia nacional, aos seus possíveis erros históricos e reflexões sobre seu futuro. Intelectuais debateram estratégias e fizeram retrospectivas, reforçando sua oposição ao atual governo e suas alianças. O auditório da Associação Brasileira de Imprensa ficou lotado. A União da Juventude Comunista (UJC) vem crescendo e se destacando no cenário carioca, sempre participando dos protestos populares, e no caminho para a festa dos 90 anos fez um ato em frente ao Clube Militar, defendendo a Comissão da Verdade e a punição dos torturadores da última ditadura. O evento foi aberto, com refrigerantes e biscoitos para o público, e contou com a participação de diversos movimentos sociais, intelectuais e parlamentares. Marina Santos, da direção nacional do MST, e os parlamentares Paulo Ramos (PDT), Alessandro Molon (PT), Chico Alencar (PSol) e José Maria (PSTU), dentre outros, estiveram presentes.

Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB, disse a Caros Amigos que seu partido só tem futuro porque tem passado. Ele destacou que a autocrítica e a reflexão dos caminhos a serem tomados são para evitar alguns erros cometidos, porque a história está oferecendo uma boa possibilidade de liderança revolucionária num futuro próximo. Pinheiro ressalta que eles têm o diferencial no discurso sobre alguns temas e vão buscar maior aproximação com as massas para superar algumas dificuldades.

“A história está caminhando para um conflito social e o PCB poder ser uma liderança nesse processo, porque o capitalismo já não tem mais nada a oferecer para a humanidade. Ele só pode ficar mais agressivo, tirar mais direitos e produzir mais guerras. Nossa avaliação é que vai haver um acirramento na luta de classes e partidos que têm a política revolucionária, no sentido de não conciliar, de ser um partido leninista, têm tudo para crescer. Onde a crise é mais dramática, o PBC grego vem crescendo muito, por exemplo. Mas nós temos ainda que construir para poder merecer esse momento que a gente está vivendo”, afirmou o dirigente.

Ambiente bastante diferente foi o da festa do PCdoB, que após o ato político repleto de dirigentes teve show de Martinho da Vila. Sem a presença de movimentos sociais expressivos, representados pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e com uma juventude menos inquieta, a festa foi bastante requintada. Aberto somente para convidados, o evento, com uma orquestra na recepção, foi dividido em camarotes e pista. Nesta, tudo era pago, indo desde água por R$ 5 a espumantes de R$ 200. Mais de 30 pessoas participaram da produção, cujo gasto não foi divulgado, tendo, destacadamente, toda a cúpula da União Nacional dos Estudantes (UNE) em sua composição.

Todos bem vestidos e familiarizados com as atuais autoridades, provavelmente estarão nos quadros políticos no futuro próximo. Representam a corrente União da Juventude Socialista (UJS) no movimento estudantil. Ministros, senadores, governadores e prefeitos foram ao microfone, mediado pelo cantor e pré-candidato a prefeito Netinho (PCdoB-SP). A presidente Dilma e o ex-presidente Lula enviaram um vídeo com saudações ao partido e se fizeram presentes por meio de Gilberto Carvalho e Luiz Dulci, respectivamente. Além dos dirigentes do PCdoB, como Aldo Rebelo e Orlando Silva, a base aliada participou com a presença carioca do senador Marcelo Crivella (PRB), o vice governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB), e muitos outros. A Internacional Comunista foi tocada para todos no palco.

O presidente do PCdoB, Renato Rebelo, fez longa exposição sobre a história do partido durante o evento. Homenageou comunistas históricos e destacou a participação da atual geração do partido. O programa acertado em 2009 define a transição ao socialismo, com a aplicação de um novo projeto nacional de desenvolvimento e anti-imperialista, latifundiário e oligarquista, declarou. Ao final do ato político ele falou a Caros Amigos o que traduz hoje o caráter marxista e revolucionário do partido que, na sua visão, é leal ao governo mas não renuncia à independência.

“O que traduz o caráter marxista e revolucionário do PCdoB hoje é o rumo que ele defende, uma estratégia nossa, ele sabe para onde ir. Por que ele ainda vive 90 anos? Porque enquanto não cumprir o seu objetivo vai existir. Esse é o grande ideal, o socialismo. Mas o caminho para isso você parte da realidade concreta. O curso mais importante e político que a gente pode impulsionar e levar adiante é esse com a vitória de Lula. Eu não posso escolher o que é o ideal para mim na história, o que eu posso é atuar conforme o curso histórico naquilo que eu acho que pode se aproximar dos objetivos maiores que eu defendo”, afirmou.

O mito Luís Carlos Prestes

Como todo mito, Luis Carlos Prestes, o lendário Cavaleiro da Esperança, apelido dado pelo escritor Jorge Amado, é lembrado de várias formas. Sua figura é prestigiada por todos os partidos, mas não há consenso ideológico nem na sua própria família. Prestes foi um ícone do comunismo no Brasil, passou anos estudando na Rússia e ao retornar ao país foi perseguido, preso e exilado. Foi protagonista em grandes acontecimentos históricos no Brasil. Após anos à frente do PCB e de volta à nação, lança a Carta aos Comunistas e pouco depois se desliga do partido. Nesse período o Comitê Central já estava dividido, com impasses estratégicos envolvendo escolhas antes e durante a ditadura militar de 1964. De volta ao país, após a anistia, Prestes passa o fim de sua vida filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Anita Prestes, historiadora e filha de Luís Carlos Prestes com Olga Benário, defende que seu pai já denunciava a essa época a história do reformismo do PCB. No ano passado, ela publicou uma carta à direção do PCdoB externando sua estranheza e indignação com a utilização das imagens de seu pai no programa eleitoral do partido. Ela vai lançar em agosto, pela editora Expressão Popular, o livro “Luís Carlos Prestes: um combate por um partido revolucionário”. Ao participar de uma mesa nas atividades do PCB, demonstrou afinidades com o Partidão mas apontando os erros no passado, principalmente os de conciliação com as classes dominantes.

“Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente, seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de 1979 e o regresso de Luís Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de traição da classe operária”, afirma a historiadora na carta.

O resto da família de Prestes, fruto da relação com Maria Prestes, sua viúva, tem mais proximidade com o PCdoB. São 7 filhos e muitos netos, nenhum deles ligado à política. A matriarca foi homenageada na festa do partido e falou para Caros Amigos que esteve no evento do Partidão e não foi anunciada. “Não tem dissidência nenhuma, todos nós temos o mesmo pensamento e lutamos pelos mesmos objetivos: mudanças dos problemas sociais e a defesa de nossas riquezas. Isso que o partido comunista significa para mim e toda a família. Participei da reforma agrária, o petróleo é nosso, luta contra a bomba atômica, pelo aumento dos salários. Nossa família defende esse mesmo pensamento”, afirmou.

Como as lideranças enxergam as dissidências?

São muitas as contradições que envolvem os partidos comunistas no Brasil. Cada um defende a legitimidade de sua trajetória e de seus personagens à sua maneira. Nas declarações dos dirigentes a seguir isto fica claro, exceto a crítica ao Partido Popular Socialista (PPS). Além dessas, ainda existem outras correntes, como a Corrente Comunista Luís Carlos Prestes. De acordo com Anita Prestes, ao contextualizar as dissidências do partido, o país tem uma tradição histórica de conciliação e essa fragmentação decorre da inexistência de um movimento de massas no Brasil.

“A esquerda no Brasil hoje em dia está extremamente dividida. Existem pessoas de esquerda nas organizações de esquerda. Como o movimento de massas ainda está muito embrionário, também faltam lideranças e uma proposta que realmente consiga levar adiante o processo revolucionário. Ninguém é dono da revolução, pode ser o PCB ou não, vai depender de quem vai mostrar na prática essa capacidade de liderar o movimento popular”, analisou.

De acordo com Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB, eles são os únicos herdeiros do Partido Comunista Brasileiro, que foi uma árvore frondosa que rendeu muitos frutos. Sua herança, para ele, não é no sentido cartorial por causa do nome e sim porque assume toda a história do partido. Ele explica que o nascimento de outro partido na década de 60 ocorreu em função da revolução chinesa, com a famosa divergência sino-soviética, período em que nasceram dezenas de partidos no mundo todo.

“Ele teve um nome de Partido Comunista do Brasil, em 1959 passa para Partido Comunista Brasileiro, mas sempre foi PCB. Até alguns anos atrás o PCdoB se orgulhava de ter sido fundado em 1962 para se diferenciar daqueles 40 anos anteriores, ele negava peremptoriamente o Prestes, a União Soviética, etc. O povo não está entendendo, parece que nós somos gêmeos, nascemos no mesmo dia. Mas o PPS, a própria linha política dele mostra que hoje não merece nem dizer que foi o PCB, porque é um partido de direita. O PCdoB a gente respeita, ainda tem comunistas, nós discordamos é da linha política que nós chamamos de oportunista e eleitoreira”, afirmou Pinheiro.

O Partidão foi sumindo e se transformou em PPS, é a visão de Renato Rebelo, presidente do PCdoB. De acordo com o líder do partido, o PCB fez parte de um momento de cisão do movimento comunista no mundo e no Brasil. Em entrevista a Caros Amigos, Rebelo afirma que só o PCdoB tem hoje influência no cenário político nacional e, por isso, valeu sua reorganização.

“Ele jogou seu papel no começo e o PCB que era maior desapareceu porque se transformou em PPS. Hoje o PPS é um partido atrelado aos tucanos, o que restou é um grupo pequeno, uma seita política. Não tem influência no curso político brasileiro. Então, na realidade, o PCB que era maioria minguou e desapareceu. Por isso dizemos que valeu a reorganização. Foi o partido que ficou, enfrentou a ditadura, atraiu para suas fileiras um conjunto de revolucionários sinceros. Ele perdeu praticamente 11 membros da direção nacional, os quadros da AP vieram cobrir esse claro. O PCB não, ao contrário, começou a ter crescentemente dissidências desde o início do golpe militar de 1964. Depois ficou Roberto Freire, que numa atitude de apostasia largou tudo, símbolo, nome”, observou.

PPS

O fundador e atual presidente do PPS, Roberto Freire, defende que seu partido é sucessor do PCB. Ele afirma que no XII Congresso Nacional, em janeiro de 1992, em São Paulo, que foi precedido de intenso debate, 2/3 dos delegados decidiram criar um novo partido. O fim da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, o fim do centralismo democrático, alguns dogmas, o embate entre reforma e revolução, dentre outros temas, desencadearam um processo de desintegração e revisionismo no partido, na sua opinião. Freire acredita que o PPS vai crescer, mas reconhece que o partido vem sofrendo várias derrotas. E atribui esse cenário a um caráter adesista dos políticos brasileiros, pois no Brasil é muito difícil fazer oposição, complementou.

“Desde quando éramos do PCB sempre havia no dia 24 de março essas contradições em relação à data comemorativa e nós resolvemos que herdeiros de 22 são todos os que desejamos ser herdeiros. As homenagens são livres e todos são respeitados. O comunismo não tem perspectiva de futuro, existe a ortodoxia do passado em homenagem à história, mas não tem mais capacidade de fazer história. Toda a concepção que formava o comunismo perde o sentido na atual conjuntura no mundo. Os valores da esquerda prevalecem, mas outros elementos não”, concluiu.

http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2683-os-90-anos-dos-comunistas-no-brasil

UEM 2007 – inverno

68 – A Filosofia Política e a Filosofia Social
contribuíram, particularmente desde o século XVII,
não só para a elaboração da Sociologia no século
XIX, como também influenciaram a formação
histórica do Ocidente. Assinale a alternativa
correta.
A) Os Direitos do homem e do cidadão elaborados
pela Revolução Francesa, na Assembléia
Constituinte de 26 de agosto de 1789,
fundamentam-se na filosofia política de Thomas
Hobbes.
B) O materialismo histórico constitui o fundamento
da sociologia de Karl Marx e é uma teoria crítica
da formação histórica do modo de produção
capitalista.
C) Auguste Comte, fundador da filosofia positiva,
inspirou-se na teoria do contrato social de Jean-
Jacques Rousseau para elaborar os princípios
constitutivos da Sociologia.
D) Com o advento da Revolução Industrial, ocorrida
na Inglaterra, em meados do século XVIII, os
artesãos foram beneficiados, pois se tornaram
profissionais indispensáveis para a indústria que
emergia e necessitava de sua mão-de-obra
qualificada.
E) O sociólogo Émile Durkheim tinha como
principal objetivo analisar as transformações
ocorridas na Europa, a partir da Revolução
Industrial, e o fez com base na visão
evolucionista apresentada por Charles Darwin,
criando o chamado “evolucionismo social”.
resposta: B

UEL 2011

39) Leia o texto a seguir.
A maior parte dos sábios, como Isaac Newton, era profundamente crente e pensava que descobrir as leis da
natureza graças à física é descobrir a obra de uma providência absolutamente divina e convencer-se de que a
organização do mundo não é produto do acaso. Muito antes das Luzes, é no declínio das antigas hierarquias
e no turbilhão suscitado pela chegada ao Novo Mundo que devemos buscar a fonte da revolução científica.
É nesse contexto que as novas ciências abandonam a concepção de natureza como algo maravilhoso, governado
por princípios ocultos, e passam a imaginá-la como uma máquina gigantesca. A tal engrenagem
seguiria leis reguladoras e necessárias, passíveis de serem traduzidas em linguagem matemática. Isso não
impediria, contudo, que a visão mecanicista da natureza continuasse por muito tempo como um ato de fé,
incapaz de explicar fenômenos tão familiares como a coesão de materiais, a queda dos corpos ou a maré.
(Adaptado de: JENSEN, P. O saber não é neutro. Le Monde Diplomatique Brasil, Ed. Instituto Polis, jun. 2010, ano 3, n. 35, p. 34.)

 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a revolução científica, é correto afirmar:
a) A revolução científica possibilitou demonstrar, no terreno da vida social, que o saber é neutro, pois é baseado em provas empíricas reveladoras de uma forma de verdade que não comporta manipulações pelos homens.
b) A revolução científica comprovou que as mesmas leis gerais que regem o mundo físico atuam também sobre a
realidade social, de tal modo que, compreendendo uma, se compreende diretamente a outra.
c) Para a revolução científica, ciência e religião são formas de compreensão racional da realidade, estando ambas regidas pelos princípios de observação, verificação e experimentação capazes de demonstrar a hipótese inicial.
d) A grande contribuição da revolução científica para as ciências humanas foi demonstrar que as relações sociais
possuem regularidades matemáticas, o que permite prever com exatidão os comportamentos dos indivíduos e de
grupos de indivíduos.
e) Ainda que impossibilitada de explicar a dinâmica da vida social, a revolução científica trouxe para o terreno
das ciências humanas o princípio da racionalidade da investigação como caminho para a apreensão objetiva
dos fatos.
 
resposta: E

UEL 2009

40) O texto a seguir faz referência a uma forma específica de organização do trabalho, que impulsionou o desenvolvimento do capitalismo industrial no século XX.
 
Texto VI
O trabalho era […] prender tampas de vidro em garrafas pequenas. Trazia na cintura a meada de barbante.
Segurava as garrafas entre os joelhos, para poder trabalhar com as duas mãos. Nesta posição, sentado e
curvado sobre os joelhos, os seus ombros estreitos foram se encurvando; o peito ficava contraído durante dez
horas por dia […] O superintendente tinha grande orgulho dele e trazia visitantes para observarem-no […] Isto
significava que ele atingira a perfeição da máquina. Todos os movimentos inúteis eram eliminados. Todos os
movimentos dos seus magros braços, cada movimento de um músculo dos dedos magros, eram rápidos e
precisos. Trabalhava sob grande tensão, e o resultado foi tornar-se nervoso.
(LONDON, J. Contos. São Paulo: Expressão Popular, 2005. p. 98.)
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que esta forma de organização do
trabalho
a) implicou um enriquecimento das tarefas a serem desenvolvidas, de tal modo que os trabalhadores poderiam operar, por exemplo, com a habilidade das duas mãos.
b) produziu um trabalhador mais intelectualizado, visto que a complexidade do seu trabalho coincidia com a complexidade da máquina utilizada.
c) apoiava-se no princípio do Just in time, isto é, trabalho a tempo justo, na maior autonomia do trabalhador frente a seus meios de trabalho.
d) generalizou a tarefa parcelar, monótona e desinteressante, pela subordinação do homem à máquina, distanciandoo, assim, do trabalho criativo.
e) revelou-se inviável em outros setores de atividade, como o caso dos escritórios e restaurantes de fast-food, embora tenha cido amplamente utilizada no espaço fabril ao longo do século XX.
 
resposta: D

UEL 2009

33) Na virada do século XIX para o XX, Eduard Bernstein e Auguste Bebel lançaram as bases do que viria a ser
chamado de pensamento social-democrata. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os ideais social-democratas
passaram a servir de referencial a diversos governos da Europa Ocidental, produzindo, em certos casos, o que
a literatura denominou como “pacto social-democrata”.
Com base no enunciado e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa correta.
a) O pacto social-democrata repousou no equilíbrio temporário de forças entre capital e trabalho, sob o acompanhamento permanente da esfera estatal, responsável por desenvolver políticas públicas capazes de produzir um circuito virtuoso de crescimento econômico.
b) A social-democracia moderna implicou um menor nível de institucionalização das lutas dos trabalhadores fomentando, assim, a sua maior adesão ao internacionalismo proletário dominante no século XIX.
c) A proposta social-democrata que se desenvolve no século XX é a continuidade prática da teoria comunista presente nas fileiras do movimento bolchevique russo em 1917, o qual reivindicava a permanência de um Estado defensor dos interesses de todos os cidadãos.
d) O projeto social-democrata adotado em países da Europa, pós 1945, teve como elemento central a necessidade de uma maior desregulamentação das economias, disto resultando a redução do papel do Estado à esfera política.
e) A adoção de práticas norteadas pelos princípios da social-democracia exigiu dos governos envolvidos emancipar suas posses coloniais, as quais eram dispendiosas financeiramente, prejudicando, assim, o desenvolvimento das políticas do Estado do Bem-Estar.
resposta: A

UEL 2009

32) Manifestações artísticas e movimentos políticos caminharam juntos, em diversos momentos da história.
Com base na afirmação, assinale quais processos de transformação estão relacionados às figuras a seguir.
1
2
3
 
a) Revolução Inglesa, Revolução Russa e Revolução Francesa.
b) Revolução Americana, Revolução Chinesa e Revolução Espanhola.
c) Revolução Italiana, Revolução Nicaragüense e Revolução Espanhola.
d) Revolução Francesa, Revolução Cubana e Revolução Inglesa.
e) Revolução Italiana, Revolução dos Cravos e Revolução Americana.
resposta: D

UEL 2008

30) Leia o texto a seguir:
Os partidos socialistas, com o apoio das classes trabalhadoras em expansão de seus países, e inspirados pela crença na inevitabilidade histórica de sua vitória, representavam essa alternativa na maioria dos Estados da Europa. Aparentemente, só era preciso um sinal para os povos se levantarem, substituírem o capitalismo pelo socialismo, e com isso transformarem os sofrimentos sem sentido da guerra mundial em alguma coisa mais positiva: as sangrentas dores e convulsões do parto de um novo mundo. A Revolução Russa, ou mais precisamente, a Revolução Bolchevique de outubro de 1917, pretendeu dar ao mundo esse sinal. Tornou-se portanto tão fundamental para história [do século XX] quanto a Revolução Francesa de 1789 para o século XIX.
(HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 62.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que a Revolução Russa de 1917 é fundamental para a história do século XX porque
a) alterou radicalmente a organização da sociedade, da economia e do Estado, através da mobilização de milhares de pessoas, camponeses e operários, que ocuparam o governo e iniciaram novas experiências de organização e participação política, tornando-se referência para outros países que realizaram suas revoluções.
b) produziu uma inversão no sentido das mudanças sociais, imprimindo um ritmo mais lento ao processo de organização dos operários, camponeses e oprimidos, que ocuparam os espaços culturais, regionais e civis, tornando-se modelo para as contra-revoluções pacíficas e comunistas.
c) mudou a mentalidade do operariado, que passou a lutar mais pelas mudanças de direitos individuais e menos pelos direitos universais e corporativos, levando os movimentos radicais a disputarem os cargos dos governos em uma clara concordância com o “jogo democrático burguês”.
d) ajudou a criar estruturas de personalidades tolerantes com o curso do capitalismo que levaria todos à igualdade social na proporção em que as agitações comunistas influenciassem os operários e camponeses.
e) proporcionou a crença no direito positivo, na propriedade privada e nos processos de convulsão social do mercado estratificado que, à semelhança da Revolução Francesa, estimularia a mobilidade e ascensão social das burguesias pactuadas com os operários e camponeses.
resposta: A
 

UEL 2007

21- Leia o texto a seguir:
“Mudança social refere-se às modificações que
ocorrem nos padrões de vida de um povo. Essas
modificações são causadas por uma variedade de
fatores, de natureza interna ou externa, isto é, por
forças decorrentes de condições existentes dentro do
grupo ou fora dele”.
Fonte: KOENIG, S. Elementos de Sociologia. Tradução de
Vera Borda, 5. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976. p. 326.
Com base no texto e nos conhecimentos das
diferentes abordagens teóricas sobre o tema, é
correto afirmar:
a) Émile Durkheim propôs a teoria cíclica da
mudança social, isto é, as sociedades atravessam
períodos de vigor político e declínio que se
repetem.
b) Max Weber considerou que a mudança de um
estado para outro decorre de modificação nos
fatores econômicos essenciais, ou seja, nos
métodos de produção e distribuição.
c) Segundo Karl Marx, a mudança social é causada
pela interação de vários setores de uma cultura,
nenhum deles podendo ser considerado primordial.
d) Os positivistas entendiam a mudança social como
sinônimo de progresso, isto é, definiam os estágios
das sociedades, desde os níveis mais baixos até
os mais elevados, pois consideravam o homem
capaz de atingir uma ordem social perfeita.
e) Tanto Karl Marx como Max Weber defendiam a
teoria do ciclo biológico, ou seja, consideravam
que a raça é o mais importante determinante da
cultura, e que a raça nórdica, superior às outras, é
a principal responsável pelo alto estado de
civilização.
resposta D

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