Unesp 2016

(Unesp 2016)  A escola que se autointitula a primeira colocada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocupa, ao mesmo tempo, a  e a  posição no ranking que a imprensa faz com os resultados do Enem. A escola separou numa sala diferente os alunos que acertavam mais questões em suas provas internas. Trouxe, inclusive, alguns alunos de suas franquias pela Grande São Paulo. E “criou” uma outra escola (abriu outro CNPJ), mesmo estando no mesmo espaço físico. E de lá pra cá esta ‘outra escola’ todo ano é a primeira colocada no Enem. A  posição é a que melhor reflete as condições da escola. O  lugar é uma farsa. A primeira colocada no Enem NÃO é uma escola, é uma artimanha jurídica que faz com que os alunos tenham suas notas computadas em duas listas diferentes. Todos estudam no mesmo prédio, com os mesmos professores, com o mesmo material, no mesmo horário, convivendo no mesmo pátio e no mesmo horário de intervalo. No Brasil todo temos centenas de escolas que trabalham com a regra na mão para tentar parecer que são a melhor e depois divulgar, em suas propagandas, que são a melhor escola do país, do estado, da região, da cidade e, em cidades grandes, como várias capitais, até mesmo que é a melhor escola de um determinado bairro.

(Mateus Prado. “Escola campeã do Enem ocupa, ao mesmo tempo, o  e o  lugar do ranking”. O Estado de S.Paulo, 26.12.2014. Adaptado.)

O fato relatado pode ser explicado em função da

a) hegemonia dos critérios instrumentais da empresa capitalista em alguns setores da educação.

b) falência da meritocracia como critério de acesso ao ensino superior na sociedade atual.

c) priorização de aspectos humanísticos, em detrimento da preparação para o mercado de trabalho.

d) resistência dos educadores à transformação da escola em instrumento de reprodução ideológica.

e) separação rigorosa entre os âmbitos da educação e da publicidade na sociedade capitalista.

 

Resposta: A

ENEM 2015

Q39 (Enem 2015 – azul)  Na sociedade contemporânea, onde as relações sociais tendem a reger-se por imagens midiáticas, a imagem de um indivíduo, principalmente na indústria do espetáculo, pode agregar valor econômico na medida de seu incremento técnico: amplitude do espelhamento e da atenção pública. Aparecer é então mais do que ser; o sujeito é famoso porque é falado. Nesse âmbito, a lógica circulatória do mercado, ao mesmo tempo que acena democraticamente para as massas com os supostos “ganhos distributivos” (a informação ilimitada, a quebra das supostas hierarquias culturais), afeta a velha cultura disseminada na esfera pública. A participação nas redes sociais, a obsessão dos selfies, tanto falar e ser falado quanto ser visto são índices do desejo de “espelhamento”.

SODRÉ, M. Disponível em: http://alias.estadao.com.br. Acesso em: 9 fev. 2015 (adaptado).

 

A crítica contida no texto sobre a sociedade contemporânea enfatiza

a) a prática identitária autorreferente.

b) a dinâmica política democratizante.

c) a produção instantânea de notícias.

d) os processos difusores de informações.

e) os mecanismos de convergência tecnológica.

 

Resposta: A

ENEM 2015

Q43 (Enem 2015 – azul)  Só num sentido muito restrito, o indivíduo cria com seus próprios recursos o modo de falar e de pensar que lhe são atribuídos. Fala o idioma de seu grupo; pensa à maneira de seu grupo. Encontra a sua disposição apenas determinadas palavras e significados. Estas não só determinam, em grau considerável, as vias de acesso mental ao mundo circundante, mas também mostram, ao mesmo tempo, sob que ângulo e em que contexto de atividade os objetos foram até agora perceptíveis ao grupo ou ao indivíduo.

MANNHEIM, K. Ideologia e utopia. Porto Alegre: Globo, 1950 (adaptado).

 

Ilustrando uma proposição básica da sociologia do conhecimento, o argumento de Karl Mannheim defende que o(a)

a) conhecimento sobre a realidade é condicionado socialmente.

b) submissão ao grupo manipula o conhecimento do mundo.

c) divergência é um privilégio de indivíduos excepcionais.

d) educação formal determina o conhecimento do idioma.

e) domínio das línguas universaliza o conhecimento.

 

Resposta: A

ENEM 2015

Q35 (Enem 2015 – azul)  Quanto ao “choque de civilizações”, é bom lembrar a carta de uma menina americana de sete anos cujo pai era piloto na Guerra do Afeganistão: ela escreveu que – embora amasse muito seu pai – estava pronta a deixá-lo morrer, a sacrificá-lo por seu país. Quando o presidente Bush citou suas palavras, elas foram entendidas como manifestação “normal” de patriotismo americano; vamos conduzir uma experiência mental simples e imaginar uma menina árabe maometana pateticamente lendo para as câmeras as mesmas palavras a respeito do pai que lutava pelo Talibã – não é necessário pensar muito sobre qual teria sido a nossa reação.

ZIZEK. S. Bem-vindo ao deserto do real. São Paulo: Bom Tempo. 2003.

 

A situação imaginária proposta pelo autor explicita o desafio cultural do(a)

a) prática da diplomacia.

b) exercício da alteridade.

c) expansão da democracia.

d) universalização do progresso.

e) conquista da autodeterminação.

 

Resposta: B

ENEM 2015

Q40 (Enem 2015 – azul)  A crescente intelectualização e racionalização não indicam um conhecimento maior e geral das condições sob as quais vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos, poderíamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não há forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar todas as coisas pelo cálculo.

WEBER, M. A ciência como vocação. In: GERTH, H., MILLS, W. (Org.). Max Weber: ensaios de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).

 

Tal como apresentada no texto, a proposição de Max Weber a respeito do processo de desencantamento do mundo evidencia o(a)

a) progresso civilizatório como decorrência da expansão do industrialismo.

b) extinção do pensamento mítico como um desdobramento do capitalismo.

c) emancipação como consequência do processo de racionalização da vida.

d) afastamento de crenças tradicionais como uma característica da modernidade.

e) fim do monoteísmo como condição para a consolidação da ciência.

 

Resposta: D

ENEM 2013

Q29 (Enem 2013 – azul)  Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza.

“Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).

 

Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo evidencia um processo de

a) exclusão social.

b) imposição religiosa.

c) acomodação política.

d) supressão simbólica.

e) ressignificação cultural.

 

Resposta: E

ENEM 2014

Q5 (Enem 2014 – azul)

enem2014-q05-nao-ha-vagas

Considerando-se a dinâmica entre tecnologia e organização do trabalho, a representação contida no cartum é caracterizada pelo pessimismo em relação à

a) ideia de progresso.

b) concentração do capital.

c) noção de sustentabilidade.

d) organização dos sindicatos.

e) obsolescência dos equipamentos.

 

Resposta: A

ENEM 2014

Q7 (Enem 2014 – azul)

Mas plantar pra dividir

Não faço mais isso, não.

Eu sou um pobre caboclo,

Ganho a vida na enxada.

O que eu colho é dividido

Com quem não planta nada.

Se assim continuar

vou deixar o meu sertão,

mesmo os olhos cheios d‘água

e com dor no coração.

Vou pró Rio carregar massas

pros pedreiros em construção.

Deus até está ajudando:

está chovendo no sertão!

Mas plantar pra dividir,

Não faço mais isso, não.

VALE, J; AQUINO, J. B. Sina de caboclo. São Paulo: Polygram, 1994 (fragmento).

 

No trecho da canção, composta na década de 1960, retrata-se a insatisfação do trabalhador rural com

a) a distribuição desigual da produção.

b) os financiamentos feitos ao produtor rural.

c) a ausência de escolas técnicas no campo.

d) os empecilhos advindos das secas prolongadas.

e) a precariedade de insumos no trabalho do campo.

 

Resposta: A

ENEM 2014

Q21 (Enem 2014 – azul)  Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB)

Art. 1º – Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira.

Diário Oficial do Estado de São Paulo, 4 nov. 1931.

 

Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização

a) política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil.

b) beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da abolição.

c) paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais.

d) democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo.

e) internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora.

 

Resposta: A

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